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29 de dezembro de 2014

2015 vem chegando!

Mais um ano para a Cia Plúmbea!

Conforme previsto, esse foi um ano de crescimento para a Cia. Na postagem de final de ano do ano passado compartilhamos a alegria de estrear como Cia independente no Rio de Janeiro e a trajetória que gostaríamos de trilhar para o ano seguinte.

É com muito prazer que anunciamos que cumprimos duas grandes metas de 2014: a estreia e circulação de Rayuela (por seis festivais, sendo dois fora do estado) e a criação do projeto sobre Canudos, agora aprovado na Lei Rouanet.

Segue a nossa nova lista de ações para o ano que vem:

·         Captação de recursos para o espetáculo “Terrabatida: Reminiscência de Canudos”; 
·         Estreia do novo espetáculo em Outubro;
·         Participar de Editais e Festivais com projetos novos e antigos;
·         Investir em publicidade – estabelecendo novas parcerias.

Mãos à obra e muita energia positiva!


Feliz 2015!

=) 


22 de dezembro de 2014

Final de ano com muitas expectativas!

Semana passada, a Cia Plúmbea se reuniu com a produtora Alê Periard, fundadora da Comunidade Artistas para dar início a uma bela parceria!

Como já comentamos em outras postagens, o projeto de um espetáculo sobre Canudos a partir das xilogravuras do artista Adir Botelho foi contemplado na Lei Rouanet. Agora precisamos nos organizar para começar o ano com planejamento de captação de recursos, seja em editais, patrocínio de empresas ou de pessoas físicas. Nossa reunião com a Alê foi muito produtiva, recebemos dicas de publicidade, exemplos de como criar um bom material para divulgação, estratégias de vendas, entre outros. 

Mais um parceiro nessa caminhada é o escritor Rodrigo Domit, que está nos ajudando a criar a identidade do projeto visual para os patrocinadores. Em meados de janeiro esse material já estará pronto e divulgaremos como os interessados poderão apoiar o projeto. 

Estamos muito empolgados com esse desafio e muito confiantes com as novas parcerias! 

Até breve! 


15 de dezembro de 2014

Inspirações...

Não se pode ensinar Arte às crianças, da mesma maneira como não se pode definir, especificar, comprar ou produzir maciçamente Arte para os adultos. Algumas vezes a arte não é nada e algumas vezes significa debater-se nos pântanos, em vez de entoar canções de Natal. Algumas vezes ela significa permitir todas as possibilidades e outras recorrer à exceção. Talvez eu tenha me perdido em alguns momentos, mas, quem sabe, por uma boa razão. Essas coisas estão sempre acontecendo: divertir, interromper, educar, são, portanto, teatrais. 

Robert Wilson

foto de Ling Jing Yuan

1 de dezembro de 2014

Cia Plúmbea na Paraíba!

Essa semana a Cia Plúmbea faz as malas e viaja para Campina Grande-PB para participar do Festival Atos! Essa será nossa primeira apresentação no Nordeste e estamos felizes e ansiosos!

Onde: Teatro do Sesc Centro
Quando: 07 de dezembro, 16h
Endereço: Rua Giló Guedes, 650 - Santo Antônio - Campina Grande - PB



24 de novembro de 2014

Obrigada, Satyrianas!

O que dizer de um grupo que realiza uma verdadeira revitalização cultural em um espaço abandonado pela prefeitura?  Que é capaz de criar um festival de 78 horas ininterruptas de programação e agregar grupos de vários estados, com diversas linguagens onde há espaço para tudo e todos?

A passagem da Cia Plúmbea pelo festival Satyrianas foi como um relâmpago. No meio de uma extensa programação muitas vezes fica difícil parar para respirar, entre uma montagem e outra, no meio de um entra e sai de pessoas ávidas por mais e mais artes! E atravessando essa enxurrada de programação, percebemos o carinho e respeito do Festival por cada trabalho. Nós ganhamos um presente! Um delicado texto reflexivo de Luiza Novaes sobre nosso trabalho, que transcrevemos abaixo:

Rayuela – Espaço Satyros I

Uma possível largada, um lugar onde o jogo de amarelinha pode desvendar várias historietas…
Pode ser um texto Cortazar, um som de sotaque carioca e mais um tanto de exercício corporal, entre os nós de ser em movimento saber como ocupar o palco de forma prudente.
A música de fundo nos recorda um cenário francês…
Há um tanto de bichos que vão entrar no formigueiro, e um gigante animal que nem caber cabe.
As viagens de Cortazar fizeram dele e da esposa passearem dentro de si mesmos, os atores tentaram ocupar o mesmo caminho.
Entre eles a continuação de um discurso um joga a pedra da amarelinha pro outro catar, e o corpo busca movimentos ainda impensados.
Exercícios cênicos colocados em prática quando o improviso entra em ação.
Paris, Madrid, e outras localidades, pra quem se fala e de que forma?
Como faz pra chegar até aqui?

Só podemos dizer:

Obrigada Os Satyros, que nos proporcionaram essa vivência linda!

Obrigada Luiza Novaes, por seu olhar sensível, que dialoga com nossos questionamentos artísticos.

 Obrigada Stace Maya, por tornar nossa ida possível.

Obrigada Luan Almeida, Pedro Martins e Guilherme, queridos da técnica sempre essenciais.

E vamos que vamos! Na busca contínua de “pra quem”, “como” e dos muitos possíveis caminhos dessas artes todas!

Até a próxima! 



17 de novembro de 2014

Inspirações...

“Precisamos, mais uma vez, dar ouvidos aos loucos e aos profetas. Saber entender que não é a performance, o performático, a grande novidade, mas que estes são apenas indícios de que os que querem transformar praticamente a arte teatral estão às voltas com inúmeros problemas táticos. O maior deles é o da recuperação da cabeça de um projeto. É por isso que o performer é ator, diretor, roteirista, cenógrafo. Não por opção estética, mas por desconfiança. O que se almeja é o direito de poder pensar artisticamente mais uma vez. De poder expressar a arte, o germe vital de nossas aspirações mais profundas, sem vendê-lo ao sistema ainda filhote. O artista deve querer usar sua profissão para expressão, sem pressões, conteúdos próprios. Mas enquanto isso não se tornar possível (neste Brasil destes dias que morrem) TEREMOS DE SER RADICAIS!”

Texto: Luiz Roberto Galizia


 Na foto: Denise Stoklos

10 de novembro de 2014

Cia Plúmbea no Satyrianas!

Temos a honra de anunciar que a Cia Plúmbea estará presente no Festival Satyrianas 2014 com o espetáculo Rayuela!

Satyrianas é um festival criado pelo grupo Os Satyros, de São Paulo. Uma grande festa com inúmeras atrações durante 78 horas ininterruptas. E essa edição é mais do que especial, pois comemorará os 25 anos do grupo!

Conheçam mais o projeto no link abaixo:

http://vimeo.com/48368626

Nossa apresentação será no dia 21 de novembro, sexta-feira, às 18h no Espaço dos Satyros I.

Estamos ansiosos e felizes por fazer parte de tudo isso!








3 de novembro de 2014

Cia Plúmbea na Rouanet!

Muitas conquistas para a Cia Plúmbea surgindo neste final de ano! 

Depois de muita dedicação, conseguimos aprovar nosso primeiro projeto na Lei Rouanet.

O projeto consiste na apresentação de um espetáculo que aborde o massacre de Canudos a partir das memórias dos participantes e sobreviventes, tendo como inspiração as imagens das xilogravuras do artista Adir Botelho para a composição das partituras físicas. 

Já temos a liberação do Ministério da Cultura para começarmos a captação dos recursos. 

Essa é uma nova etapa para a Cia! 

Agradecemos à todas as pessoas que acreditaram nesse projeto, nos deram dicas e aceitaram compor a equipe. E estamos abertos para mais parcerias!

Agora é lutar pela captação! 

Até breve! 



Xilogravura de Adir Botelho 

27 de outubro de 2014

Cia Plúmbea em Campina Grande - PB

Recebemos uma notícia linda essa semana!

Iremos apresentar Rayuela no Festival Atos, em Campina Grande-PB. O Festival Atos de Teatro Universitário é uma iniciativa realizada por estudantes, funcionários e professores da Unidade Acadêmica de Arte e Mídia (UFCG), que está na sua quinta edição. O Atos visa reunir produções teatrais ligadas a universidades brasileiras ou a estudantes universitários, com o objetivo de possibilitar uma integração entre essas experiências. O festival ocorre de 05 a 8 de dezembro.

Estamos muito felizes, essa será nossa primeira apresentação fora do estado do Rio de Janeiro!

Até lá!



Fotos por Dona Mariana Fotografia. 

20 de outubro de 2014

Rayuela no FITU!

Encontraria a Maga?” – essa é a pergunta que inicia o jogo. E tal como
o jogo da amarelinha evocado (Rayuela, em espanhol), onde a pedra é
lançada em cada casa, a cada momento há possibilidades múltiplas
capazes de fazer o jogo prosseguir, paralisar ou recomeçar. O esquete
“Rayuela” busca mostrar de forma lírica e simbólica, essa busca pelo
outro, essa busca pelo céu; dois personagens presos em sua solidão,
mas ligados pelo desejo, pelo sadismo e pela saudade.


Foto: Dona Mariana Fotografias


AMANHÃ, 21 de outubro, Rayuela no FITU, às 13h.
Av. Pasteur, 236, CLA - Palcão, Urca - Rio de Janeiro

13 de outubro de 2014

Inspirações...

Uma vez que as palavras, quando comunicam, não chegam a ter efeito algum, começa a se tornar evidente para nós que precisamos de uma sociedade na qual a comunicação não seja praticada, na qual as palavras se tornem nonsense, assim como acontece entre amantes, e na qual as palavras se tornem o que elas eram originalmente: árvores e estrelas e o resto do ambiente primitivo. A desmilitarização da linguagem: uma grave preocupação musical. 

John Cage



John Cage, Fontana Mix-Feed, 1967

6 de outubro de 2014

Rayuela no FITU!

Em outubro estaremos no II Festival Integrado de Teatro da Unirio (FITU).

Confiram abaixo as informações. E depois da apresentação vai rolar um debate sobre o processo do espetáculo!

VEM!

Foto por: Dona Mariana Fotografia

29 de setembro de 2014

Estudos

O teatro não é apenas o lugar dos corpos submetidos à lei da gravidade, mas também o contexto real em que ocorre um entrecruzamento único de vida real cotidiana e de vida esteticamente organizada. 

Ao contrário do que ocorre em todas as artes do objeto e da comunicação midiática, aqui tanto o ato estético em si (a representação teatral) quanto o ato da recepção (assistir à representação) têm lugar como uma ação real em um tempo e em um lugar determinados. Teatro significa um tempo de vida em comum que atores e espectadores passam juntos no ar que respiram juntos daquele espaço em que a peça teatral e os espectadores se encontram frente a frente. 

A emissão e a recepção dos signos e sinais ocorrem ao mesmo tempo. A representação teatral faz surgir a partir do comportamento no palco e na plateia um texto em comum, mesmo que não haja discurso falado. Desse modo, uma descrição pertinente do teatro está ligada à leitura desses textos em comum. 

Uma vez que virtualmente os olhares de todos os participantes podem se encontrar, a situação do teatro constitui uma totalidade de processos comunicativos evidentes e ocultos. 

Hans-Thies Lehmann no livro Teatro Pós-Dramático.

Foto: A Arte de Enterrar seus Mortos - apresentação no Sobrado Boemia

22 de setembro de 2014

Um prêmio e muitos presentes!

Neste domingo, o esquete Rayuela recebeu o prêmio de Melhor Sonorização no 1ª Festival de Esquetes de São Gonçalo. Ficamos muito contentes com esse reconhecimento!

 Em duas semanas participamos de dois festivais: o 12º Fesq (Festival de esquetes de Cabo Frio) e o 1º Fesg (Festival de esquetes de São Gonçalo). O Fesq já está na sua 12ª edição e já se consolidou como evento da cidade, tendo um público cativo e até transmissão ao vivo na TV! O Fesg nasceu esse ano, a partir da vontade e da luta de uma equipe que valoriza a arte na sua região, e contou com um público de estudantes muito atentos e entusiasmados com toda a programação oferecida.

Festivais como esses são sempre muito importantes, não somente por mostrar a diversidade de produção e experimentações de linguagem de vários grupos do Brasil, mas também por proporcionar a interação entre diversas companhias iniciantes (ou não) com outros artistas e com o público. O carinho com que fomos recebidos pelas duas equipes foi muito marcante, e é sempre belo perceber que todos têm o objetivo em comum de levar arte para todos os cantos!

Que venham mais festivais, que essa força de fazer acontecer não cesse nunca! O resultado desse trabalho é sempre incalculável, pois cada pessoa sabe o quanto uma música, um livro, uma peça de teatro ou um filme foram capazes de mudar seu caminho, e isso não se mede em números de atendimento, é uma corrente imensa de ação e reação, que não conseguimos prever ou alcançar.

Agradecemos por manterem essa corrente sempre energizada!

Vida longa aos Festivais do Brasil!



Foto: Dona Mariana Fotografia

15 de setembro de 2014

Rayuela em São Gonçalo!

Essa semana a Cia Plúmbea apresenta o esquete "Rayuela" no Festival de Esquete de São Gonçalo!

Não percam!

Foto: Dona Mariana Fotografia 

8 de setembro de 2014

De malas prontas!

Amanhã bem cedinho a Cia Plúmbea partirá para Cabo Frio para apresentar o esquete Rayuela no Fesq Cabo Frio!

As cenas serão apresentadas a partir das 20h, no Teatro Municipal de Cabo Frio. Somos a 2ª apresentação da noite!

Nos vemos lá!


1 de setembro de 2014

Um homem muito abrangente

"Um homem tão abrangente que ocupasse o mundo inteiro, menos o espaço do seu corpo poderia sair-se muito bem como assistente de um mau lançador de facas."

- Milton Machado


25 de agosto de 2014

Rayuela no Festival de Esquetes de Cabo Frio!

Com muita alegria comunicamos que o esquete Rayuela foi selecionado para participar da 12º edição do Festival de Esquetes de Cabo Frio (Fesq). Nosso trabalho será a 2ª apresentação do dia 09 de setembro!

Até lá!


18 de agosto de 2014

Menção Honrosa para Rayuela

É com muita alegria que informamos, que a pesquisa apresentada sobre a montagem do espetáculo Rayuela na 13ª Jornada Científica da Unirio recebeu menção honrosa na área de teatro.

O título da pesquisa é Rayuela: um jogo cênico a partir da literatura de Julio Cortázar e foram apresentados alguns conceitos que estiveram presente durante os ensaios, buscando um diálogo entre corpo e palavra, texto e imagem.

Esse é mais um reconhecimento que conquistamos!


4 de agosto de 2014

Inspirações...

  "Você olha para o fogo. Ele parece o mesmo, mas, na verdade, está sempre mudando.

Então, quando falamos das leis do teatro, temos que dizer que as razões para que o fogo seja fogo são sempre as mesmas, só que o fogo muda sempre. O teatro exige uma atenção ininterrupta ao movimento constante. Demanda uma atenção constante à teoria e à prática.

Não basta ser apenas diretor ou pedagogo, e olha que isso não é pouco. Ser uma pessoa da escola russa significa ser um pesquisador. Quem vem da escola russa não se torna apenas diretor ou pedagogo, mas também teórico e pesquisador, pois todo o seu legado existe para que isso aconteça. Alguém tinha que fazer isso, e eu fiz. Tornei-me uma pessoa solitária.

Não havia tantos como eu. Não falo em termos de qualidade, mas, simplesmente, da coisa como um todo.

(...)

Existe sempre um ‘centro’ e uma ‘margem’ no teatro europeu, e é por isso que as pessoas começaram a se interessar mais pelo teatro alternativo do que pelo teatro público, pelo teatro apresentado nos palcos oficiais. Começaram a dividir as coisas. Mas hoje eu acredito que somente o palco público pode ser – deve ser – um palco de estúdio [i]. Quero me ver tendo relações hostis com essa abominável multidão de pessoas chamada ‘plateia’. Não acho que eu esteja ali para ela. Ela é que está lá para mim. Funciona assim porque um ato de arte é uma espécie de ato de ataque moral e estético. Nunca pensei de outra forma e nunca vou pensar. O melhor lugar é um anfiteatro. Este é o lugar para onde a obra de um artista deve se dirigir."

Anatoli Vassiliev conversando com Maria Shevtsova. 

A entrevista completa pode ser conferida na revista Performatus. 



29 de julho de 2014

Obrigada, Escola de Teatro Martins Pena!

No dia 22 de julho, terça-feira passada, tivemos a oportunidade de conhecer uma bonita família e participar de um festival feito com muito amor por alunos, ex-alunos, funcionários e professores. São festivais como esses que não nos deixam esquecer que Teatro se faz com muitos sonhos, muita união e muito trabalho. Mesmo com dificuldades, todos lutam muito para que tudo seja feito com a melhor qualidade possível! E conseguem com louvor! Participar nos rendeu muitos presentes e vou enumerar alguns:

- Conhecer a equipe da casa: enérgicos, atenciosos, espirituosos e muito profissionais;

- Ter a oportunidade de apresentar o nosso trabalho e ouvir os sensíveis comentários do professor e grande amigo Marcos Henrique Rego;

- Ver nosso querido ator Paulo Barbeto receber o prêmio de Melhor Trabalho Corporal e indicação como Melhor Ator Coadjuvante;

- Receber um DVD exclusivo do nosso espetáculo, feito com muito carinho;

- Participar de uma linda festa de encerramento, com bolo, guaraná e muitos doces pra você! =)

- Ganhar uma resenha exclusiva do nosso trabalho (em breve).

Como não amar tanta dedicação?

Ao passar por cada Festival nos sentimos mais fortes, tamanha a energia que trocamos com tantas pessoas unidas por um propósito comum. É uma honra fazer parte dessa história!

Até a próxima! 

 O ator Paulo Barbeto com o prêmio de Melhor Trabalho Corporal

Ana Cecilia Reis e Paulo Barbeto com as produtoras super-poderosas: Erika Ferreira e Saionara Santo

21 de julho de 2014

Rayuela: Apresentação na Martins Pena

"Encontraria a Maga?" -- essa é a pergunta que inicia o jogo. E tal como o jogo da amarelinha evocado (Rayuela, em espanhol), onde a pedra é lançada em cada casa, a cada momento há possibilidades múltiplas capazes de fazer o jogo prosseguir, paralisar ou recomeçar. O esquete "Rayuela" mostra de forma lírica e simbólica, essa busca pelo outro, essa busca pelo céu; dois personagens presos em sua solidão, mas ligados pelo desejo, pelo sadismo e pela saudade. 

Rayuela, amanhã, 22 de julho, terça-feira, a partir das 18h30 no Festival de Esquetes da ETET Martins Pena!











Onde: Festival de Esquetes da ETET Martins Pena

Endereço: Rua vinte de abril, 14. Centro - Rio de Janeiro

Data: 22 de julho
Horário: 18h30
Entrada gratuita!

14 de julho de 2014

Rayuela no Festival de Esquete da ETET Martins Pena!

Olá pessoal, 

A data da nossa apresentação no Festival de Esquetes da ETET Martins Pena está confirmada! Rayuela será apresentada no dia 22 de julho (terça-feira), a partir das 18h30 (seremos o terceiro esquete). Depois de todas as apresentações vai rolar um debate. 


Apareçam! 

=) 


7 de julho de 2014

Preenchendo uma forma: alguns olhares que te levam além (por Ana Cecilia Reis)

Quando apresentamos um trabalho ainda inconcluso para que pessoas possam opinar sobre ele temos que estar seguros para não sermos suscetíveis a qualquer observação que tenha cunho apenas pessoal, porque pessoas diferentes possuem diferentes visões sobre uma mesma coisa, e também devemos estar sensíveis para a percepção do outro, pois ao apresentar seu trabalho para pessoas confiáveis você precisa estar verdadeiramente disposto a ouvir mais e se justificar menos.

Com o esquete Rayuela, pela primeira vez fiz uma pré-estreia para buscar a opinião de convidados sobre a nossa pesquisa. Foi uma experiência muito enriquecedora. Em um trabalho conceitual como esse, partindo de uma literatura não convencional como a de Cortázar, o tipo de recepção do trabalho foi muito variada. Houve quem não quisesse que o trabalho acabasse (achando-o curto), houve quem admirou as imagens e o jogo a partir da literatura, houve quem achou o trabalho distante do público, ou ainda rascunhado, em processo de finalização. Todos os comentários foram recebidos com grande carinho, mas, como disse uma vez o cineasta Guillermo del Toro: “Escute todos, faça o que você quiser” . Esse talvez seja o momento mais difícil: assumir o que o trabalho é, o que queremos com ele. Esse é o ponto que exige mais maturidade.

Ao convidarmos as pessoas para um ensaio aberto, a intenção, mais do que agradá-las, é a de que elas possam ser agentes criadores do processo também.

Das várias observações que recebemos, resolvi me ater na questão da cena ainda como lugar do exercício, de como, na percepção do público, algumas imagens precisavam de “preenchimento psicológico”. Comecei a me perguntar em como preencher esses movimentos que pareciam vazios para algumas pessoas. Uma amiga e companheira de estudos me indicou um livro chamado “Para o ator” de Michel Chekov. Nesse livro existe um capítulo chamado “O gesto psicológico”.

A partir da leitura desse capítulo criei exercícios que acabaram transformando o “movimento pelo movimento” em “movimento pré-existente inserindo estímulo interno”. Explicitando, preenchemos nossos movimentos já existentes baseados em duas intenções (que dialogam com a minha visão sobre os textos escolhidos):

* o sadismo – que indicamos como uma energia propulsora;
* a saudade - que indicamos como energia regressora.

Começamos a nos perguntar onde nos nossos movimentos existiam essas características sádicas ou saudosas, e por que. Ou seja, quem ou o quê éramos que nos dava aquele corpo? O que nos fazia mover no espaço? Esses estímulos deveriam ser criados, e poderiam ser tanto objetivos, do tipo: “estou vendo um trem partir com saudade”, como abstratos, do tipo “sou um rolo de fita enrolando no pé de alguém de forma sádica”. Para nossa surpresa, os movimentos ficaram muito mais interessantes, com ritmos múltiplos, gerando uma espontaneidade que “limpou” a cara de exercício citada anteriormente.

Esse crescimento se deu graças aos comentários dos convidados, que desencadearam novas possibilidades de pesquisa para cada cena. Mesmo sendo um trabalho tão curto, percebo que várias riquezas estão escondidas e podem ser encontradas com um pouco mais de tempo.

Nós, da Cia Plúmbea, aprovamos essa experiência de pré-estreia e esperamos ter mais oportunidades como essa. Escreverei sobre novas futuras descobertas, a partir das dicas dos nossos amigos atentos. E esperamos publicar esse bate-papo que ocorreu pós-apresentação em breve.

Até a próxima!

Ana Cecilia Reis e Paulo Barbeto, durante a pré-estreia. 
Foto: Marcos Melo




30 de junho de 2014

Inspirações...

De uma aula de Anatol Rosenfeld, em 1968:

"Os antigos gregos diziam que todo conhecimento começa quando nos escandalizamos (ou quando estranhamos algo). Se olharmos impertubavelmente um fato, sem analisá-lo ou sem nos debruçarmos sobre ele, nada saberemos a respeito, ou saberemos insuficientemente. Galileu descobriu a lei que governa a oscilação dos corpos quando estranhou o movimento de um pêndulo e resolveu estudá-lo."


23 de junho de 2014

Rayuela no 2º Festival de Esquetes da ETET Martins Pena

Com muita alegria informamos que o esquete Rayuela foi selecionado para participar do 2º Festival de Esquetes da ETET Martins Penna.  O festival ocorre de 21 a 25 de julho. Em breve daremos mais informações sobre a data e horário da nossa apresentação. Até lá!




16 de junho de 2014

Fotos de Rayuela - Unirio 2014

Estas são algumas fotos que foram tiradas no dia da apresentação de Rayuela na Unirio. Agradecemos à Marilia Misailidis , pois sem ela essas fotos não seriam possíveis. Agradecemos a presença de todos e o enriquecedor debate.  Até a próxima! 






  

Debate com convidados muito queridos : 


  Caju Bezerra, responsável pelo figurino e Raphael Vianna, responsável pela concepção de luz:


9 de junho de 2014

Estreamos! (por Ana Cecilia Reis)

Tivemos uma linda estreia do nosso trabalho na Unirio. Convidamos pessoas muito queridas para dialogar conosco. O local  escolhido não poderia ser melhor, pois a Cia Plúmbea nasceu de encontros dentro da Universidade, e o ator Paulo Barbeto foi convidado para participar do projeto após eu ter feito uma disciplina de Expressão Corporal com ele. Por isso, agradeço profundamente a generosidade de todos por acolher tão bem nosso trabalho, e compartilho mais um texto reflexivo sobre o processo e algumas fotinhas não-oficiais da apresentação. 

"Minhas ideias surgem de encontros. Pulsões que me fazem pensar em uma mesma frase ou em uma cena constantemente e, quando eu menos espero, já estou criando mentalmente exercícios ou pesquisando elementos para colocar essa ideia em prática. Ideia e prática - fundamentalmente aproximadas, em uma relação de amor e ódio: a ideia sempre querendo o impossível, e a prática se desculpando: “é o que dá pra fazer”. Mas mesmo com as brigas iniciais, começo aos poucos a gostar mais da prática, porque a ideia era só minha, estava dentro de mim, e a prática começa a colocá-la no mundo, não como eu imaginava, mas exatamente como eu nunca poderia imaginar, e por isso percebo que a prática pode ser maior do que a ideia, porque ela não parte somente de mim, mas do outro também, do material com que trabalho, da linguagem que fabrico para tentar me comunicar.

Conheci a literatura de Julio Cortazar aos 19 anos, li um livro de contos chamado As armas secretas e a impressão que levo dessas narrativas é a experiência sensorial das suas palavras. Não me lembro exatamente das histórias, e sim do jazz, do copo de whisky na mão de um personagem, de um músico tocando saxofone como se sua vida dependesse disso. Lembro-me de uma cor - azul que era a cor da capa do livro (ou não) e me lembro que a literatura daquele livro era azul. Um azul quente. O azul pode ser quente? Na literatura de Cortázar me parecia. Depois, me esqueci. Ou pensei que esqueci. Até me deparar, em uma banca de jornal, por cinco reais, dois volumes de um romance chamado "O Jogo da Amarelinha". O autor era Julio Cortázar. Um reencontro. Comprei e não li de imediato. Mudei de casa e de vida, e nessa mudança visualizei o livro novamente. Comecei a lê-lo e me deparei com um capitulo especifico, número 34. Neste capítulo, o personagem Horácio lê uma parte de um romance deixado na casa abandonada de Maga (sua ex-namorada). O autor entrelaça o livro que o personagem lê com comentários do personagem sobre o livro lido, através de uma sobreposição de frases, onde temos que pular linhas para perceber que existem dois discursos diferentes.

A maneira como o autor trabalha essa narrativa me encantou. Lembro-me do susto e da excitação que a descoberta me gerou. Imediatamente me veio à cabeça a ideia de trabalhar isso em cena, pesquisando exercícios de ação e reação com atores. Pensava em como transpor essa sensação de dois diálogos cruzados para o teatro. Decidi convidar um ator para colocar isso em prática. Colocar a ideia em prática.

Inicialmente, ao efetuar o convite, tive que utilizar a tática do convencimento. Provar para alguém que a ideia por qual eu me apaixonei tanto pode ser interessante para outros. Depois, era preciso, através exercícios, estimular a criação das cenas e estar sensível para os possíveis diamantes escondidos nas pedras. Onde um movimento é interessante, onde um exercício mal feito pode ter uma potência. Escutar a presença do outro, seu corpo, sua opinião. O ator convidado começa a ler o livro que até então não conhecia e uma nova vontade surge: um novo capítulo inserido. Ainda é a minha ideia? Ainda tenho controle sobre isso? O que importa? Gosto de como as coisas surgem, despreocupadamente. Essa coisa nova que vai caminhando sozinha... e às vezes minha função é somente guiá-la. 



Percebo durante os ensaios, que é necessário certo rigor para fazer com que os exercícios fluam de maneira correta. Entretanto, também é necessário soltar as rédeas e deixar que a proposta te leve para lugares não imaginados. Um ano depois do inicio do processo, já não sei mais o que faz parte de mim, do outro ou do destino. Uma mistura de ideias que geram algo do qual me orgulho e do qual tenho medo: Rayuela, um jogo cênico a partir da literatura de Cortázar. Tenho orgulho de ver uma ideia minha ir se transformando com forma e força. O medo é sempre da recepção da obra. Sempre imprevisível. Vão gostar? Serão atingidos? Ficarão entediadas? Tantas bobagens para quem estuda a arte e sabe que a criação de algo está muito além dessas questões. Mas como não pensar nisso, já que essa é uma entrega para o outro também? O que é meu, mas que também é pro outro, caso o contrário eu não compartilharia. E o que essa individualidade toda de criação tem para mostrar para o mundo? Seria muita pretensão pensar que um indivíduo pode conseguir atingir outros a partir de si? Até que ponto se pode planejar o acontecimento teatral? Quando ele de fato toma forma e acaba, se a cada dia ele se renova?"








2 de junho de 2014

Inspirações...

(...) em comparação com a escrita, um percurso na montanha vale por dez bibliotecas (...). 
Específico, particular e original, o corpo todo inventa; a cabeça adora repetir. A cabeça é ingênua, o corpo é genial. 
(...)
Ao lado da criança, convoquemos aqui os bailarinos e bailarinas, os atletas, os ginastas, os caçadores, os pescadores, os trabalhadores manuais de todas as profissões, os surdos e os mudos, os tímidos e os ignorantes, em resumo, a multidão de todos aqueles a quem a filosofia, depois de tomar a palavra, não permitiu mais que falassem. Essa primeira metamorfose transforma o corpo tanto quanto ele quer e pode: ele pode tantas coisas que o espírito se espanta com isso. 

Michel Serres 


26 de maio de 2014

Rayuela: Um novo trabalho nascendo (por Ana Cecilia Reis)

Estamos na reta final da montagem de Rayuela, e semana que vem faremos um ensaio aberto para convidados. Nosso principal desafio agora é conquistar a organicidade a partir de movimentos muito marcados. Temos consciência de que conquistamos interessantes formas visuais, de forma poética, mas precisamos preenchê-las de vida para que não seja um trabalho puramente imagético. Também precisamos equilibrar o trabalho de corpo com o texto, tarefa que não é fácil, devido a prioridade que damos ao treinamento físico e a complexidade do texto de Cortázar. Mas temos recebidos valiosos comentários durante o processo, e o ensaio aberto será mais um lugar de troca. Estamos trabalhando para enviar o esquete para diversos festivais! Abaixo algumas fotos do último ensaio, por Marcos Melo: