“A arte “singulariza os objetos”, obscurece as formas familiares e incrementa a dificuldade e a duração da percepção. Na arte, o ato perceptivo é um fim em si mesmo e deve ser prolongado. A arte é um meio de experimentar o devir do objeto: aquilo que ele já é, na arte é despojado de importância. O processo artístico é assim a liberação do objeto do automatismo da percepção".
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28 de julho de 2016
21 de julho de 2016
Rayuela: demonstração de trabalho na Unirio
No
final deste semestre na Unirio, em maio, a Cia
Plúmbea apresentou cenas de Rayuela
como trabalho final do ator Paulo Barbeto para a disciplina Estéticas do Teatro. Agradecemos à Samia Oliveira pelo registro!
Abaixo seguem alguns trechos e fotos da apresentação. Para ler na
íntegra acessem AQUI.
“O Jogo da Amarelinha é um estudo
rítmico/musical e um manifesto literário que propõe novas formas de leitura, de
percepção artística: nesse sentido, o leitor é um agente de criação quase tão
importante quanto o autor, já que ele também poderá propor caminhos de
apreensão da obra, variações de recepção da mesma. O mais importante aqui é
perceber o livro de forma sensorial e particular.”
“Beatrice
Picon-Vallin, dissertando sobre a criação teatral de Meyerhold pertinente a
esse período, afirma que “em vez do psicologismo, o princípio diretor da
atuação se torna plástico” e que se “trata de trabalhar ênfases visuais, não
ênfases lógicas; de revelar, não de exprimir”. O ator deveria, portanto,
“sentir a forma e não simplesmente as emoções da alma”. É da artificialidade
que nasceria a impressão mais intensa de vida. A intenção da
composição de Rayuela é sempre a de gerar imagens que entrem em diálogo com o
texto de Cortázar, que ora é dito pelos atores, ora é ouvido em off na voz do
próprio autor do livro. Esse diálogo não necessariamente precisa ser
harmonioso: por vezes ele é conflitivo, chocante ou até mesmo contestador. Já
em outros momentos, ele tende a ser mais harmônico, corroborando com o sentido
textual produzido e por vezes ilustrando-o de maneira inusitada”.
“A
movimentação plástica executada em Rayuela não pressupõe uma alusão, uma
referência àquilo que conhecemos como realidade tangível: ela está mais ligada
à esfera do sonho e da busca inconsciente pelo sentido. Isso está ligado ao
fato de grande parte do romance se passar justamente nas divagações
existenciais e filosóficas do personagem Horácio, que caminha durante a maior
parte do tempo na corda bamba que separa a loucura da razão.”
14 de julho de 2016
[Terrabatida] Backstage!
Para quem está com saudade do Terrabatida (nós mesmos! :P) e para quem tem curiosidade de ver o backstage de Cias independentes que ralam, ganhamos mais um vídeo de presente do Pedro Martins, a partir do lapso de esquecer a câmera ligada!
É muito amor e muito suor, minha gente!
7 de julho de 2016
Valeu, Brasília!
Voltamos muito felizes das nossas apresentações no centro-oeste!
Agradecemos à família do Pedro Martins, que nos acolheu: Dona Ieda, seu Jorge, Maria Lúcia, João Bernardo, João Paulo, Lôra, Cláudia, Beto, Zé Maria, Antônia, Aninha.
Agradecemos a toda equipe do Museu Nacional dos Correios, especialmente ao Bernardo Arribada que ficou em contato direto conosco.
Agradecemos ao nosso público, tão carinhoso e receptivo e principalmente aos funcionários do Museu que compareceram em peso para nos prestigiar!
Até a próxima!
Fotos por Pedro Martins
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