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24 de novembro de 2018

Inspirações...

“O principal instrumento do Maeterlinck é a palavra. A palavra é um eco interno que surge em parte, ou talvez totalmente, do objeto a que se refere. Quando apenas ouvimos a palavra e o objeto em si não surge, a imagem abstrata do objeto desmaterializado vem à mente e produz rapidamente um terremoto no coração. (...) A percepção poética, o uso apropriado de uma determinada palavra e sua repetição interna várias vezes consecutivas, desenvolvem um eco interno e podem estimular outros atributos desconhecidos da palavra. Em suma, a repetição insistente da mesma palavra - antes, um jogo favorito da juventude e agora esquecido - produz a perda de significado. É possível, inclusive, esquecer todo o sentido do objeto referido e tropeçar no puro som da palavra. Inconscientemente, esse som puro também pode ser ouvido em uníssono com o objeto concreto ou com o objeto abstrato. Se este último caso ocorrer, o som puro está em primeiro lugar e influencia diretamente a mente; causa um terremoto sem um objeto concreto, que é mais completo, mais transcendente que a vibração da alma causada pelo soar de um sino, o som de uma corda ou uma madeira caindo. Nesta linha, grandes expectativas se abrem para a literatura do futuro”.

Vassily Kandinsky sobre a literatura de Maurice Maeterlinck







6 de outubro de 2018


Quando a Cia Plúmbea foi fundada, em 2013, escolhemos esse nome, partindo da palavra plúmbeo, elemento químico do chumbo. Queríamos ressignificar o imaginário acerca dessa palavra, que estava associada a dias cinzentos, e ao período da ditadura, o chamado “anos de chumbo”. Pensamos no chumbo como elemento maleável, mas estável, capaz de criar muitas coisas sem perder sua essência. E pensamos nessa sonoridade da palavra "Plúmbea", que nos remete a algo fluído e leve, mas que em seu significado nos lembra a ter sempre os pés no chão, ao peso de nossas escolhas, ao ferreiro que funde o aço e constrói suas armas para a batalha.

Nesse período atual, é com pesar que nos deparamos com o assombro da possibilidade de novamente conectar nossos próximos anos a - se não a própria ditadura, a um certo representante e seu eleitorado saudosista dessa época tão sombria para a população artística, negra, LGBTQ e para qualquer pessoa capaz de pensar por si mesma e questionar autoritarismos.

Por isso, nos posicionamos publicamente, com consciência do que não queremos, como artistas, pensadores, apoiadores da diversidade de pensamento, da arte, da democracia, do respeito às diferenças. 


Amamos o nosso país, e lutaremos sempre por ele.

#elenao
#elenunca

Arte da imagem: Banksy



19 de agosto de 2018

Rayuela no SPA 2018

Dia 03 de setembro, a partir das 14h, estaremos participando do SPA - Seminário de Pesquisas em Andamento- USP com uma demonstração de trabalho sobre o espetáculo Rayuela.

O espetáculo estudou as potencialidades cênicas contidas no livro "O Jogo da Amarelinha "de Julio Cortázar. Foram analisados em alguns capítulos-chave as tensões presentes no texto que poderiam ser transpostas para o corpo dos atores, criando imagens cênicas. Os exercícios foram inspirados em Vsevolod Meierhold e Rudolf Laban, pesquisando dança, ritmo, movimento e musicalidade na composição da cena, partindo de uma leitura apurada do livro e de textos teóricos sobre encenação, texto, imagem e palavra.


23 de julho de 2018

Estudos...

"Gesto é mais que discurso. Não é o que dizemos que convence, mas a maneira de dizê-lo. A fala é menor do que gesto porque corresponde aos fenômenos da mente. O gesto é o agente do coração, o agente persuasivo. Aquilo que exige profundidade é proferido por um simples gesto. Cem páginas não dizem o que um simples movimento pode expressar, porque esse simples movimento expressa todo o nosso ser. O gesto é o agente direto da alma, cuja linguagem é analítica e sucessiva. A principal qualidade da mente é calcular. A mente especula e avalia, enquanto o gesto apreende tudo pela intuição e sentimento, bem como pela contemplação".

Delsarte

Imagem: Birgitta Horsea: Anguish I (After Delsarte)

12 de julho de 2018

Novos projetos: um pouco mais sobre Florbela Espanca

"Alheio aos movimentos modernistas de sua época, o poema "Fanatismo" de Florbela Espanca remonta ao simbólico e ao romântico, como o reflexo de uma época que deixa de existir, após a Primeira Guerra Mundial e Pós-Revolução Russa. A musicalidade na composição dos versos e rimas é tamanha que permitiu ao cantor brasileiro Fagner transpô-lo sob a forma de música.
Pleno de rimas ricas. A genialidade da poeta também está impressa no ritmo de seus versos, cuja maioria é feminino, grave e em primeira pessoa. Assim como ela o era, assim como ela queria ser reconhecida, e assim como é apresentada o eu-lírico: mulher apaixonada que declara seu amor e que expõe com furor seus sentimentos.
Por meio de metáforas e hipérboles, ela busca a representação da força de seu amor, que tomou conta de sua vida. Sua confiança na durabilidade e na permanência de seus sentimentos é tão grande que ela chega a desdenhar daqueles que tentam alertá-la sobre a fugacidade das coisas. O título do poema já remete à definição de um sentimento anormal, sendo tão desmedido e irracional que assume ares de devoção religiosa no momento em que compara o ser amado a Deus, ou ainda, ao Deus de sua vida, a qual define seu começo e seu fim.
É dela a melhor definição de quem foi e ainda existe: “O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades… sei lá de quê!”
Sendo assim, é fundamental que se conheça Florbela, para além de sua obra, e a melhor forma de se realizar isso é através da proximidade vital do teatro, em conjunto com novas formas de comunicação, ampliando o contato entre gerações, e possibilitando novas experiências estéticas".


5 de julho de 2018

Inspirações...

"O conhecimento muda porque os acessos aos seus objetos e os próprios objetos também se alteram. A cada nova descrição, descrevo um novo objeto. Os objetos não repousam no mundo, estáticos e inalterados, aguardando nossos deciframentos. Imersos na mesma calda de semiose da vida, coisas e sujeitos, ou objetos, signos e interpretantes, vivem em sutil translação, apegados ao capricho do movimento.
Helena Katz no livro "UM, DOIS, TRÊS: a dança é o pensamento do corpo".
Imagem: "Para que o Céu Não Caia" de Lia Rodrigues. Foto de Sammi Landweer.


27 de junho de 2018

Novos Projetos: Florbela Espanca


          O novo projeto da Cia Plúmbea, é uma parceria da atriz Ana Cecilia Reis com o diretor e dramaturgo Ronaldo Ventura, sobre a poetisa portuguesa Florbela Espanca.

Para Florbela Espanca “viver” era “sentir-se viva” a cada instante, e quando isso não foi mais possível, colocou um ponto final em sua própria vida. Mas, justamente por sua obra ser imortal, o presente projeto visa criar um espetáculo teatral sobre suas palavras e existência em um tom de diário íntimo, buscando “exprimir verdades secretas”; um espetáculo onde suor, músculos, e sons exteriorizarão “um fundo de crueldade latente pelo qual se localizam num indivíduo (...) todas as maldosas possibilidades da alma”.

Esse projeto foi vencedor da Bolsa Jovens Criadores 2018, do Centro Nacional de Cultura de Portugal.

Em breve mais novidades!



18 de junho de 2018

Inspirações...

"A arte é uma queixa. O que o homem introduz na arte é a desarmonia que ele encontra em sua vida: síncopes, recuos, sobreposições, dúvidas (dúvidas na valsa). O que ele introduz na sua vida é a harmonia que ele encontra na arte: ritmo, equilíbrio (valsa na dúvida)".  Étienne Decroux

Imagem: Paul Cézanne, Seven Bathers, 1900.

14 de junho de 2018

Anotações pessoais para tempos difíceis (por Ana Cecilia Reis)

apenas faça. continue fazendo. avalie os caminhos. calcule as possibilidades. você tem força e coragem. enfrente. domine a ansiedade. batalhe. entenda seu tempo. se perdoe. tente outra vez. seja honesta. dê seu melhor. você conhece o caminho. o tempo não é seu inimigo. foque no seu trabalho. entenda o que dói. entenda o que adoece. entenda que passa. todo movimento exige esforço. para tudo que nasce: o parto, a dor. não pense sobre “onde você está”. não reclame sobre “onde você está”. não se compare. não queira prêmios. não espere reconhecimentos. domine seu ego. faça porque você gosta. faça com prazer. faça com dignidade. isso basta.

31 de maio de 2018

Estudos...

"O principal interesse da arte viva reside nessa capacidade de produzir instantes longamente preparados e, no entanto, arriscados, uma vez que, se a qualidade do aqui e agora depende em grande parte da preparação, ela existe também na aptidão dos atores para refazer como se fosse a primeira vez, com a mesma inocência, o mesmo prazer e o mesmo frescor. Um grande instante de teatro existe na falsa redescoberta, em público, dos gestos, das emoções e dos movimentos preparados que jorram com força suficiente para que a cumplicidade e a adesão aconteçam. Eu afirmo falsa redescoberta com prudência, pois os esforços dos atores e dos encenadores, que influem precisamente sobre a qualidade do jogo, são direcionados para que se trate quase de uma verdadeira redescoberta".
Jean-Pierre Ryngaert

Foto: Gabriel Hirschhorn

24 de maio de 2018

Sobre exercícios: Respiração

Um mesmo gesto, postura ou movimento, pode se alterar completamente, de acordo com a respiração. Fazendo diversas vezes as mesmas posturas, com diferentes tipos de respiração, a intenção irá se modificar, e você verá surgirem diferentes emoções e significados para uma mesma ação.
Experimente!

12 de maio de 2018

Reflexões sobre processos: treinamento com bastões (por Ana Cecilia Reis)

Me lembro dos primeiros dias de treinamento de bastão para o espetáculo "Terrabatida". Talvez o som mais opressor e desanimador era o do bastão de madeira ressoando ao cair no chão da sala. Cada queda era como um golpe nos nervos, e por vezes, depois de várias tentativas, parecia que o barulho era cada vez mais alto. Não adiantava xingar, ou tentar fazer de forma brusca e rápida, minha autopercepção mostrava que se eu não tivesse respiração e concentração, ele sempre cairia. Estabelecia pequenas metas cotidianas, fazer 5 vezes sem cair, depois 10, 20, 50, 100. Depois dificultar o nível. E de novo o mesmo som. O som da queda ecoando o meu fracasso. Mas, ao contrário do que dizem, desistir sempre foi uma opção, só que o amor pelo que se precisa conquistar me fazia jogar mais uma vez e mais uma vez e mais. Cheguei a preferir que o bastão caísse em mim, gerando hematomas roxos do que ouvir aquele som estridente do chão, talvez porque ele ecoase não apenas dentro de mim, mas também por toda sala e fora dela, e no piso abaixo que era o teto acima de alguém. O autocontrole e a certeza de um objetivo me davam forças para prosseguir. Quantas vezes por ironia, ou seja lá como for, de minha meta de dez acertos, sempre acertava até o nove e então, o conhecido e estridente barulho da queda. Por vezes parece que algo ou alguém quer testar nossa vontade, fazendo você errar justamente tão perto do fim. Mas comecei a perceber que a contagem não deveria ser nove acertos e um erro. É sempre um acerto, depois outro. Cada jogada é um recomeço. 

Se hoje me recordo disso é porque no momento atual, no início de um novo treinamento solo, com novos desafios, sinto-me por vezes chegar ao nove, ter capacidade para chegar ao nove, mas ainda lutar muito para que o dez aconteça, e assim floresça uma nova fase. Há tanto para se aprender e crescer. 

 Corpo-carcaça-carne-couraça. 

Uma jogada. Depois mais uma. E outra. Não precisa ser contado compulsivamente. Apenas respire. Encare um degrau, depois outro. Aceite que você nunca sabe para onde essa escada te leva. E, se fosse fácil, não seria tão bonito".



25 de abril de 2018

Estudos

"Sem impulso a ação tende a permanecer no nível do gesto. (...) Grotowski também acreditava que treinar os impulsos, mais do que as ações físicas, permite que tudo que o ator faça se torne mais enraizado no corpo. Como treinar os impulsos? Depois de ter uma partitura precisa da ação – quando você sabe o que está fazendo – você pode começar a buscar no seu corpo o ponto de início da ação".

James Slowiak
Foto: Rayuela por Dona Mariana Fotografia

13 de abril de 2018

Semana de estreia em Portugal!

Essa semana foi de estreia em Portugal!
A atriz Ana Cecilia Reis conversou na quarta-feira (11 de abril) com os alunos da Universidade de Évora sobre sua trajetória no Brasil e ontem (12) apresentou o monólogo "A Arte de Enterrar seus Mortos" no Teatro Garcia De Resende, Évora, realizando um bate-papo no final com o público.
Agradecemos:
Ao prof. José Alberto Ferreira e às alunas Juliana Fonseca e Hayline Da Rosa Vitória pelo convite de fazer parte do ciclo de Encontros e pela organização, aos alunos e alunas pela grande troca atenta que realizamos, tanto na conversa na Universidade quando ao bate-papo após o espetáculo.
Ao Cendrev - Centro Dramático de Évora pelo profissionalismo e por ceder-nos a data mesmo em meio às turbulências enfrentadas nos últimos anos para se manterem ativos. Agradecimentos especiais à Ana Duarte, pelo gentil acolhimento, desde o primeiro contato.
Aos técnicos do teatro, em especial ao Sr. Antonio pela operação de luz.
Ao João Correia, pelo companheirismo e colaboração.
À Câmara Municipal de Évora, pelo apoio para esta realização.
Ao público presente, pela energia compartilhada!






5 de abril de 2018

Teatro Hoje - À Conversa com Ana Cecilia Reis


No dia 11 de abril, quarta-feira, a diretora e atriz Ana Cecilia Reis conversará com os alunos da Escola de Artes de Évora, sobre sua trajetória no Brasil, dialogando sobre o trabalho nas artes, no âmbito do Ensino, Criação e Produção.
O evento, aberto a todos os interessados, decorre às 16.30h na Biblioteca Jorge Araújo, no Pólo dos Leões da Escola de Artes da Universidade de Évora, numa iniciativa no âmbito da disciplina Trajectórias Socioprofissionais do Actor, da licenciatura em Teatro do Departamento de Artes Cénicas da Universidade de Évora.





29 de março de 2018

Inspirações...

"Método de investigação: a partir do momento em que pensamos em qualquer coisa, procurar em que sentido o seu contrário é verdadeiro".
Simone Weil
Espetáculo Rayuela. Por Carolina Rainha. 


22 de março de 2018

Recompensas do Benfeitoria saindo do forno!

Chegaram nossas recompensas oficiais da campanha de Dois Perdidos numa Noite Suja no Benfeitoria
Olha que lindeza a caneca e imãs personalizados pela Kekanecas!

Mais uma vez agradecemos a tod@s que tornaram nossa temporada possível! Vocês são inesquecíveis!



17 de março de 2018

Inspirações...


"Porque nos preocuparmos com a arte? Para atravessar nossas fronteiras, ultrapassar nossas limitações, preencher nosso vazio, nos realizarmos. Esta não é uma condição, mas um processo em que o que é sombrio em nós mesmos lentamente se torna transparente. Nessa luta com a verdade de cada um, nesse esforço de arrancar a máscara vital, o teatro, com sua percepção totalmente carnal, sempre me pareceu um lugar de provocação. É capaz de desafiar a si mesmo e a plateia ao violar estereótipos amplamente aceitos de visão, sentimento e julgamento – de forma mais impressionante porque está retratado pela respiração do organismo humano, pelo corpo e pelos impulsos interiores. A provocação do tabu, da transgressão, provoca um impacto que rasga a máscara e nos leva a nos doarmos inteiramente a algo que é impossível de se definir, mas que contém Eros e Caritas".

Grotowski




Imagem: Francis Bacon, Estudos sobre o corpo humano, 1949.

8 de março de 2018

Participação de Ana Cecilia Reis no ciclo de cinema: "Teatro no Ecrã"

Nesta terça-feira, dia 06, a diretora e atriz Ana Cecilia Reis foi convidada para realizar a apresentação e debate sobre filme "Quem tem medo de Virginia Woolf?" no auditório Soror Mariana, no ciclo "Teatro no Ecrã", organização da equipe Outros Cinemas, dedicada à Escola de Artes da Universidade de Évora (Portugal).
A discussão foi direcionada para a transposição da linguagem teatral para a tela do cinema, passando pela trajetória de Edward Albee no teatro de vanguarda dos anos 1960 e reflexões sobre a estrutura dramatúrgica da obra.
Agradecemos o enriquecedor convite.




1 de março de 2018

Estudos...

"Em “O Discurso Skara”, Grotowski adverte os atores a não representarem clichês, usando a “estrada fácil das associações”. Por exemplo, se você sempre disser “Que dia lindo”, com um tom feliz, e “Hoje estou um pouquinho triste”, com um tom triste, você estará simplesmente ilustrando as palavras e não revelando a complexidade de um ser humano atrás das palavras do senso comum. As palavras de um dramaturgo não devem nunca ser ilustradas. Talvez o espectador fique mais satisfeito com essas “lindas mentiras”, mas o ator não deve trabalhar para agradar ou alcovitar o espectador. O trabalho do ator é falar a verdade e “sempre tentar mostrar ao espectador o lado desconhecido das coisas”.
Livro: Grotowski (de James Slowiak e Jairo Cuesta) Capítulo: Textos Essenciais de Grotowiski



Foto: Raquel Scotti, em Café com Queijo do Grupo Lume

22 de fevereiro de 2018

Pesquisas - Novo Trabalho

Os diálogos entre os estudos do movimento e a escultura são constantes. Alguns escultores e escultoras são profundos estudiosos da anatomia humana para compor suas obras, assim como dançarinos, dançarinas, atores e atrizes utilizam a escultura como o objeto de inspiração na composição de seus espetáculos. Podemos citar, dentre as mais marcantes, a dança revolucionária de Loïe Fuller intitulada “La Danse Serpentine” que inspirou a homenagem dos escultores Raoul Larche, Théodore Louis-Auguste Rivière e Pierre Roche, esculpindo nas pedras o movimento dos tecidos coreografados pela dançarina.
Ou a precursora da dança moderna, Isadora Duncan, que inspirou Antoine Bourdelle e Auguste Rodin a criarem trabalhos a partir de seus movimentos.
O novo projeto teórico-prático da Cia Plúmbea irá investigar o deslocamento do estudo da escultura para o corpo no espaço cênico.
Em breve, mais novidades.
Até já!


                                       (Loïe Fuller)  e escultura de Raoul Larche                                              

7 de fevereiro de 2018

Inspirações...

"Porque se preocupar com o que a plateia deveria ser? 
Apenas faça algo, e aparecerá alguém que vai querer encontrá-lo".


Grotowski

Encenação de "O Príncipe Constante"

22 de janeiro de 2018

Inspirações...

Contato: o contato é um dos elementos essenciais do ofício do ator. Não deve ser entendido meramente como olhar ou como ficar os olhos no parceiro. Contato é ver verdadeiramente. Se você realmente vir e ouvir seu parceiro, ocorre uma adaptação natural. Você deve ajustar o que está fazendo porque hoje, mesmo que você e seu parceiro estejam seguindo a mesma partitura de ações, sempre haverá leves diferenças. A verdadeira improvisação se apresenta no nível do ver, ouvir e ajustar. Estar presente e vivo no palco é estar em contato, e esse contato resulta em harmonia entre você e seu parceiro. Vocês estão juntos no mesmo momento – vendo, ouvindo e respondendo. 

Grotowiski


Ana Cecilia Reis e Paulo Barbeto em Rayuela
Foto: Dona Mariana Fotografia

13 de janeiro de 2018

Cia Plúmbea em Portugal



2018 será um ano de muita aprendizagem para a Cia Plúmbea. A diretora e atriz Ana Cecilia Reis parte para Portugal para realizar experiências, estudos artísticos e pesquisas acadêmicas vivenciando novos projetos, ampliando intercâmbios de apresentações e workshops luso-brasileiros.

É uma oportunidade cheia de possibilidades!
Estamos felizes. É a Cia Plúmbea ousando novos horizontes!

4 de janeiro de 2018

Feliz Ano Novo: Último Agradecimento Benfeitoria!


Feliz ano novo!
Um brinde à alegria!

Finalizamos lindamente 2017 e entramos em 2018 agradecendo os últimos colaboradores do Benfeitoria que fizeram parte da história da nossa temporada!
O incentivo de vocês nos faz mais forte!
Juliana Manhães
Flávia Prosdocimi
Angela Reis
Maria Gouvea
Heraldo de Andrade
Jaqueline Andrade
Adalberto Oliveira
Larissa Bracher
Edson Santiago
Marina Assis
Laís Lage

Axé e arte para todos!!