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21 de julho de 2016

Rayuela: demonstração de trabalho na Unirio

No final deste semestre na Unirio, em maio, a Cia Plúmbea apresentou cenas de Rayuela como trabalho final do ator Paulo Barbeto para a disciplina Estéticas do Teatro.  Agradecemos à Samia Oliveira pelo registro! Abaixo seguem alguns trechos e fotos da apresentação. Para ler na íntegra acessem AQUI.



O Jogo da Amarelinha é um estudo rítmico/musical e um manifesto literário que propõe novas formas de leitura, de percepção artística: nesse sentido, o leitor é um agente de criação quase tão importante quanto o autor, já que ele também poderá propor caminhos de apreensão da obra, variações de recepção da mesma. O mais importante aqui é perceber o livro de forma sensorial e particular.”


“Beatrice Picon-Vallin, dissertando sobre a criação teatral de Meyerhold pertinente a esse período, afirma que “em vez do psicologismo, o princípio diretor da atuação se torna plástico” e que se “trata de trabalhar ênfases visuais, não ênfases lógicas; de revelar, não de exprimir”. O ator deveria, portanto, “sentir a forma e não simplesmente as emoções da alma”. É da artificialidade que nasceria a impressão mais intensa de vida. A intenção da composição de Rayuela é sempre a de gerar imagens que entrem em diálogo com o texto de Cortázar, que ora é dito pelos atores, ora é ouvido em off na voz do próprio autor do livro. Esse diálogo não necessariamente precisa ser harmonioso: por vezes ele é conflitivo, chocante ou até mesmo contestador. Já em outros momentos, ele tende a ser mais harmônico, corroborando com o sentido textual produzido e por vezes ilustrando-o de maneira inusitada”.


“A movimentação plástica executada em Rayuela não pressupõe uma alusão, uma referência àquilo que conhecemos como realidade tangível: ela está mais ligada à esfera do sonho e da busca inconsciente pelo sentido. Isso está ligado ao fato de grande parte do romance se passar justamente nas divagações existenciais e filosóficas do personagem Horácio, que caminha durante a maior parte do tempo na corda bamba que separa a loucura da razão.”

                               



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