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4 de agosto de 2014

Inspirações...

  "Você olha para o fogo. Ele parece o mesmo, mas, na verdade, está sempre mudando.

Então, quando falamos das leis do teatro, temos que dizer que as razões para que o fogo seja fogo são sempre as mesmas, só que o fogo muda sempre. O teatro exige uma atenção ininterrupta ao movimento constante. Demanda uma atenção constante à teoria e à prática.

Não basta ser apenas diretor ou pedagogo, e olha que isso não é pouco. Ser uma pessoa da escola russa significa ser um pesquisador. Quem vem da escola russa não se torna apenas diretor ou pedagogo, mas também teórico e pesquisador, pois todo o seu legado existe para que isso aconteça. Alguém tinha que fazer isso, e eu fiz. Tornei-me uma pessoa solitária.

Não havia tantos como eu. Não falo em termos de qualidade, mas, simplesmente, da coisa como um todo.

(...)

Existe sempre um ‘centro’ e uma ‘margem’ no teatro europeu, e é por isso que as pessoas começaram a se interessar mais pelo teatro alternativo do que pelo teatro público, pelo teatro apresentado nos palcos oficiais. Começaram a dividir as coisas. Mas hoje eu acredito que somente o palco público pode ser – deve ser – um palco de estúdio [i]. Quero me ver tendo relações hostis com essa abominável multidão de pessoas chamada ‘plateia’. Não acho que eu esteja ali para ela. Ela é que está lá para mim. Funciona assim porque um ato de arte é uma espécie de ato de ataque moral e estético. Nunca pensei de outra forma e nunca vou pensar. O melhor lugar é um anfiteatro. Este é o lugar para onde a obra de um artista deve se dirigir."

Anatoli Vassiliev conversando com Maria Shevtsova. 

A entrevista completa pode ser conferida na revista Performatus. 



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