“Precisamos, mais uma vez, dar ouvidos aos loucos e aos
profetas. Saber entender que não é a performance, o performático, a grande
novidade, mas que estes são apenas indícios de que os que querem transformar
praticamente a arte teatral estão às voltas com inúmeros problemas táticos. O
maior deles é o da recuperação da cabeça de um projeto. É por isso que o
performer é ator, diretor, roteirista, cenógrafo. Não por opção estética, mas
por desconfiança. O que se almeja é o direito de poder pensar artisticamente
mais uma vez. De poder expressar a arte, o germe vital de nossas aspirações
mais profundas, sem vendê-lo ao sistema ainda filhote. O artista deve querer
usar sua profissão para expressão, sem pressões, conteúdos próprios. Mas
enquanto isso não se tornar possível (neste Brasil destes dias que morrem)
TEREMOS DE SER RADICAIS!”
Texto: Luiz Roberto Galizia
Na foto: Denise Stoklos

Nenhum comentário:
Postar um comentário