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17 de novembro de 2014

Inspirações...

“Precisamos, mais uma vez, dar ouvidos aos loucos e aos profetas. Saber entender que não é a performance, o performático, a grande novidade, mas que estes são apenas indícios de que os que querem transformar praticamente a arte teatral estão às voltas com inúmeros problemas táticos. O maior deles é o da recuperação da cabeça de um projeto. É por isso que o performer é ator, diretor, roteirista, cenógrafo. Não por opção estética, mas por desconfiança. O que se almeja é o direito de poder pensar artisticamente mais uma vez. De poder expressar a arte, o germe vital de nossas aspirações mais profundas, sem vendê-lo ao sistema ainda filhote. O artista deve querer usar sua profissão para expressão, sem pressões, conteúdos próprios. Mas enquanto isso não se tornar possível (neste Brasil destes dias que morrem) TEREMOS DE SER RADICAIS!”

Texto: Luiz Roberto Galizia


 Na foto: Denise Stoklos

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