Começamos a pesquisar, juntamente com o ator convidado Paulo Barbeto, 04
capítulos específicos do livro O Jogo da
Amarelinha, de Julio
Cortázar, escrito nos anos 60.
O livro foi considerado ousado na época, ao
apresentar um caleidoscópio verbal minuciosamente calculado e ao propor que o
próprio leitor monte o seu jogo, lendo cada capítulo na sequência que preferir,
na sequência estipulada pelo escritor ou seguindo a ordem linear.
A
intenção do projeto é trazer para a cena o jogo proposto pelo autor no romance:
as linhas, pedras e saltos que constituem o percurso para se chegar ao encontro
do outro, ou, mais especificamente, ao céu.
Abordando
diretamente o capítulo 34 do livro, que propõe uma sobreposição de duas vozes,
gerando um diálogo desencontrado, a proposta cênica parte de uma pesquisa de
exercícios de ação e reação, gerando estímulos de resposta através do corpo e
gerando uma partitura física que ao mesmo tempo narra os conflitos internos e
os desencontros de cada personagem, e remete a uma dança sem sentido (mas que
ao final se completa), como um movimento browniano, como um jogo ao acaso:
e tudo isso vai tecendo um desenho, uma figura
(...) dançando para ninguém, nem para si mesmos, uma interminável figura sem
sentido.
O
trabalho já se encontra em fase de desenvolvimento há 06 meses, a ideia a
princípio é criar uma cena curta que fará parte do repertório da Cia Plúmbea!
Aguardem!

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