Com muita alegria comunicamos que o esquete Rayuela foi selecionado para participar da 12º edição do Festival de Esquetes de Cabo Frio (Fesq). Nosso trabalho será a 2ª apresentação do dia 09 de setembro!
Até lá!
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25 de agosto de 2014
18 de agosto de 2014
Menção Honrosa para Rayuela
É com muita alegria que informamos, que a pesquisa apresentada sobre a montagem do espetáculo Rayuela na 13ª Jornada Científica da Unirio recebeu menção honrosa na área de teatro.
O título da pesquisa é Rayuela: um jogo cênico a partir da literatura de Julio Cortázar e foram apresentados alguns conceitos que estiveram presente durante os ensaios, buscando um diálogo entre corpo e palavra, texto e imagem.
Esse é mais um reconhecimento que conquistamos!
O título da pesquisa é Rayuela: um jogo cênico a partir da literatura de Julio Cortázar e foram apresentados alguns conceitos que estiveram presente durante os ensaios, buscando um diálogo entre corpo e palavra, texto e imagem.
Esse é mais um reconhecimento que conquistamos!
4 de agosto de 2014
Inspirações...
"Você olha para o fogo. Ele parece o
mesmo, mas, na verdade, está sempre mudando.
Então, quando falamos das leis do
teatro, temos que dizer que as razões para que o fogo seja fogo são sempre as
mesmas, só que o fogo muda sempre. O teatro exige uma atenção ininterrupta ao
movimento constante. Demanda uma atenção constante à teoria e à prática.
Não basta ser apenas diretor ou
pedagogo, e olha que isso não é pouco. Ser uma pessoa da escola russa significa
ser um pesquisador. Quem vem da escola russa não se torna apenas diretor ou
pedagogo, mas também teórico e pesquisador, pois todo o seu legado existe para
que isso aconteça. Alguém tinha que fazer isso, e eu fiz. Tornei-me uma pessoa
solitária.
Não havia tantos como eu. Não falo em
termos de qualidade, mas, simplesmente, da coisa como um todo.
(...)
Existe sempre um ‘centro’ e uma ‘margem’ no teatro europeu, e é por isso
que as pessoas começaram a se interessar mais pelo teatro alternativo do que
pelo teatro público, pelo teatro apresentado nos palcos oficiais. Começaram a
dividir as coisas. Mas hoje eu acredito que somente o palco público pode ser – deve ser
– um palco de estúdio [i]. Quero me ver tendo relações hostis com essa
abominável multidão de pessoas chamada ‘plateia’. Não acho que eu esteja ali
para ela. Ela é que está lá para mim. Funciona assim porque um ato de arte
é uma espécie de ato de ataque moral e estético. Nunca pensei de outra forma e
nunca vou pensar. O melhor lugar é um anfiteatro. Este é o lugar para
onde a obra de um artista deve se dirigir."
Anatoli Vassiliev conversando com Maria Shevtsova.
A entrevista completa pode ser conferida na revista Performatus.
29 de julho de 2014
Obrigada, Escola de Teatro Martins Pena!
No dia 22 de julho, terça-feira
passada, tivemos a oportunidade de conhecer uma bonita família e participar de
um festival feito com muito amor por alunos, ex-alunos, funcionários e
professores. São festivais como esses que não nos deixam esquecer que Teatro se
faz com muitos sonhos, muita união e muito trabalho. Mesmo com dificuldades, todos lutam muito para que tudo seja feito com a melhor qualidade
possível! E conseguem com louvor! Participar nos rendeu muitos presentes e vou
enumerar alguns:
- Conhecer a equipe da casa: enérgicos, atenciosos, espirituosos e muito profissionais;
- Ter a oportunidade de
apresentar o nosso trabalho e ouvir os sensíveis comentários do professor e
grande amigo Marcos Henrique Rego;
- Ver nosso querido ator Paulo Barbeto
receber o prêmio de Melhor Trabalho Corporal e indicação como Melhor Ator Coadjuvante;
- Receber um DVD exclusivo do
nosso espetáculo, feito com muito carinho;
- Participar de uma linda festa
de encerramento, com bolo, guaraná e muitos doces pra você! =)
- Ganhar uma resenha exclusiva do
nosso trabalho (em breve).
Como não amar tanta dedicação?
Ao passar por cada Festival nos
sentimos mais fortes, tamanha a energia que trocamos com tantas pessoas unidas
por um propósito comum. É uma honra fazer parte dessa história!
Até a próxima!
O ator Paulo Barbeto com o prêmio de Melhor Trabalho Corporal
Ana Cecilia Reis e Paulo Barbeto com as produtoras super-poderosas: Erika Ferreira e Saionara Santo
21 de julho de 2014
Rayuela: Apresentação na Martins Pena
"Encontraria a Maga?" -- essa é a pergunta que inicia o jogo. E tal como o jogo da amarelinha evocado (Rayuela, em espanhol), onde a pedra é lançada em cada casa, a cada momento há possibilidades múltiplas capazes de fazer o jogo prosseguir, paralisar ou recomeçar. O esquete "Rayuela" mostra de forma lírica e simbólica, essa busca pelo outro, essa busca pelo céu; dois personagens presos em sua solidão, mas ligados pelo desejo, pelo sadismo e pela saudade.
Rayuela, amanhã, 22 de julho, terça-feira, a partir das 18h30 no Festival de Esquetes da ETET Martins Pena!
Onde: Festival de Esquetes da ETET Martins Pena
Endereço: Rua vinte de abril, 14. Centro - Rio de Janeiro
Data: 22 de julho
Horário: 18h30
Entrada gratuita!
14 de julho de 2014
Rayuela no Festival de Esquete da ETET Martins Pena!
Olá pessoal,
Apareçam!
=)
A data da nossa apresentação no Festival de Esquetes da ETET Martins Pena está confirmada! Rayuela será apresentada no dia 22 de julho (terça-feira), a partir das 18h30 (seremos o terceiro esquete). Depois de todas as apresentações vai rolar um debate.
=)
7 de julho de 2014
Preenchendo uma forma: alguns olhares que te levam além (por Ana Cecilia Reis)
Quando apresentamos um trabalho ainda
inconcluso para que pessoas possam opinar sobre ele temos que estar seguros para não sermos
suscetíveis a qualquer observação que tenha cunho apenas pessoal, porque pessoas
diferentes possuem diferentes visões sobre uma mesma coisa, e também devemos
estar sensíveis para a percepção do outro, pois ao apresentar seu trabalho para
pessoas confiáveis você precisa estar verdadeiramente disposto a ouvir mais e
se justificar menos.
Com o esquete Rayuela, pela primeira vez
fiz uma pré-estreia para buscar a opinião de convidados sobre a nossa pesquisa.
Foi uma experiência muito enriquecedora.
Em um trabalho conceitual como esse, partindo de uma literatura não
convencional como a de Cortázar, o tipo de recepção do trabalho foi muito
variada. Houve quem não quisesse que o trabalho acabasse (achando-o curto),
houve quem admirou as imagens e o jogo a partir da literatura, houve quem achou
o trabalho distante do público, ou ainda rascunhado, em processo de
finalização. Todos os comentários foram recebidos com grande carinho, mas, como
disse uma vez o cineasta Guillermo del
Toro: “Escute todos, faça o que você
quiser” . Esse talvez seja o momento mais difícil: assumir o que o
trabalho é, o que queremos com ele. Esse é o ponto que exige mais maturidade.
Ao convidarmos
as pessoas para um ensaio aberto, a intenção, mais do que agradá-las, é a de
que elas possam ser agentes criadores do processo também.
Das várias observações que recebemos,
resolvi me ater na questão da cena ainda como lugar do exercício, de como, na
percepção do público, algumas imagens precisavam de “preenchimento
psicológico”. Comecei a me perguntar em como preencher esses movimentos que
pareciam vazios para algumas pessoas. Uma amiga e companheira de estudos me
indicou um livro chamado “Para o ator” de Michel Chekov. Nesse livro existe um capítulo chamado “O gesto
psicológico”.
A partir da leitura desse capítulo criei
exercícios que acabaram transformando o “movimento pelo movimento” em
“movimento pré-existente inserindo estímulo interno”. Explicitando, preenchemos
nossos movimentos já existentes baseados em duas intenções (que dialogam com a minha visão sobre os textos escolhidos):
* o sadismo – que indicamos como uma energia propulsora;
* a saudade - que indicamos como energia regressora.
Começamos a nos perguntar onde nos
nossos movimentos existiam essas características sádicas ou saudosas, e por
que. Ou seja, quem ou o quê éramos que nos dava aquele corpo? O que nos fazia
mover no espaço? Esses estímulos deveriam ser criados, e poderiam ser tanto objetivos,
do tipo: “estou vendo um trem partir com saudade”, como abstratos, do tipo “sou
um rolo de fita enrolando no pé de alguém de forma sádica”. Para nossa
surpresa, os movimentos ficaram muito mais interessantes, com ritmos múltiplos,
gerando uma espontaneidade que “limpou” a cara de exercício citada
anteriormente.
Esse crescimento se deu graças aos comentários dos convidados,
que desencadearam novas possibilidades de pesquisa para cada cena. Mesmo sendo
um trabalho tão curto, percebo que várias riquezas estão escondidas e podem ser
encontradas com um pouco mais de tempo.
Nós, da Cia Plúmbea, aprovamos essa experiência de pré-estreia e
esperamos ter mais oportunidades como essa. Escreverei sobre novas
futuras descobertas, a partir das dicas dos nossos amigos atentos. E esperamos
publicar esse bate-papo que ocorreu pós-apresentação em breve.
Até a próxima!
Ana Cecilia Reis e Paulo Barbeto, durante a pré-estreia.
Foto: Marcos Melo
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