"Sempre peço a um grupo de atores que se sentem em círculo, fechem os olhos e batam palmas juntos, tentando fazer isso em uníssono. Sem ninguém “puxando”, sem um ritmo predeterminado. Sempre, uma vez que todos estejam juntos, as palmas irão imperceptivelmente ganhar aceleração até que se atinja o clímax. Então haverá novamente diminuição do ritmo (porém não tão lento quanto do ponto de partida) e, mais uma vez, aceleração, até que cheguem num segundo clímax, e assim por diante.
Seiscentos anos atrás, o mestre
japonês de nô, Zeami, disse: “Todo fenômeno no universo se desenvolve através
de uma certa progressão. Mesmo o canto de um pássaro ou o zunido de um inseto
seguem essa progressão. Isto se chama jo-ha-kyu"."
Yoshi Oida - retirado do livro O Ator Invisível.

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