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11 de junho de 2019

Crítica na Tribuna de Petrópolis: Diário do último ato

Na semana após a estreia de "Diário do último ato" recebemos uma nota crítica muito carinhosa sobre o espetáculo na Tribuna de Petrópolis, escrita pelo ator e escritor Joaquim Eloy dos Santos. Publicamos aqui hoje, um tanto atrasada, como forma de compartilhar essas belas palavras, e como incentivo para as circulações que estão por vir!


19 de março de 2019

Já temos data de estreia do novo trabalho!

Florbela Espanca foi uma poeta. Portuguesa. Singular. E suicida. Deixou para trás alguns livros inacabados, alguns amores destruídos, e um diário enigmático de seu último ano de vida. O espetáculo Diário do Último Ato não busca defini-la, pois essa é uma tarefa que nem ela foi capaz de cumprir, mas antes de tudo, revelá-la, em um encontro íntimo, tendo o público como sua testemunha.


10 de janeiro de 2019

Processos: Diário do último ato

Um pouco sobre nossos processos de criação para o espetáculo "Diário do último ato", concepções de figurino e arte visual:
A caracterização da atriz é inspirada na própria indumentária de Florbela Espanca, entretanto, a escolha da cor branca pressupõe uma pureza e leveza que não são encontradas na maioria de suas fotos, onde vemos roupas de tons mais escuros. Essa candura de sua imagem no espetáculo sugere também o momento de redenção de suas últimas horas, onde ela lentamente sucumbe aos efeitos dos remédios ingeridos.
A arte gráfica, assim como as fotos também buscará trazer esse ar bucólico e em ruínas, inspirada nesse anseio insaciável da poetisa pelo infinito, pelo que ela ainda não conhecia. Sendo assim, trabalhamos com os contrastes de sensações e sentimentos com a beleza e elegância de sua imagem que escondia feridas profundas, e uma eterna inadequação.




Figurino; Patricia Almeida
Foto: Rodrigo Menezes
Atriz: Ana Cecilia Reis 

24 de novembro de 2018

Inspirações...

“O principal instrumento do Maeterlinck é a palavra. A palavra é um eco interno que surge em parte, ou talvez totalmente, do objeto a que se refere. Quando apenas ouvimos a palavra e o objeto em si não surge, a imagem abstrata do objeto desmaterializado vem à mente e produz rapidamente um terremoto no coração. (...) A percepção poética, o uso apropriado de uma determinada palavra e sua repetição interna várias vezes consecutivas, desenvolvem um eco interno e podem estimular outros atributos desconhecidos da palavra. Em suma, a repetição insistente da mesma palavra - antes, um jogo favorito da juventude e agora esquecido - produz a perda de significado. É possível, inclusive, esquecer todo o sentido do objeto referido e tropeçar no puro som da palavra. Inconscientemente, esse som puro também pode ser ouvido em uníssono com o objeto concreto ou com o objeto abstrato. Se este último caso ocorrer, o som puro está em primeiro lugar e influencia diretamente a mente; causa um terremoto sem um objeto concreto, que é mais completo, mais transcendente que a vibração da alma causada pelo soar de um sino, o som de uma corda ou uma madeira caindo. Nesta linha, grandes expectativas se abrem para a literatura do futuro”.

Vassily Kandinsky sobre a literatura de Maurice Maeterlinck







6 de outubro de 2018


Quando a Cia Plúmbea foi fundada, em 2013, escolhemos esse nome, partindo da palavra plúmbeo, elemento químico do chumbo. Queríamos ressignificar o imaginário acerca dessa palavra, que estava associada a dias cinzentos, e ao período da ditadura, o chamado “anos de chumbo”. Pensamos no chumbo como elemento maleável, mas estável, capaz de criar muitas coisas sem perder sua essência. E pensamos nessa sonoridade da palavra "Plúmbea", que nos remete a algo fluído e leve, mas que em seu significado nos lembra a ter sempre os pés no chão, ao peso de nossas escolhas, ao ferreiro que funde o aço e constrói suas armas para a batalha.

Nesse período atual, é com pesar que nos deparamos com o assombro da possibilidade de novamente conectar nossos próximos anos a - se não a própria ditadura, a um certo representante e seu eleitorado saudosista dessa época tão sombria para a população artística, negra, LGBTQ e para qualquer pessoa capaz de pensar por si mesma e questionar autoritarismos.

Por isso, nos posicionamos publicamente, com consciência do que não queremos, como artistas, pensadores, apoiadores da diversidade de pensamento, da arte, da democracia, do respeito às diferenças. 


Amamos o nosso país, e lutaremos sempre por ele.

#elenao
#elenunca

Arte da imagem: Banksy



19 de agosto de 2018

Rayuela no SPA 2018

Dia 03 de setembro, a partir das 14h, estaremos participando do SPA - Seminário de Pesquisas em Andamento- USP com uma demonstração de trabalho sobre o espetáculo Rayuela.

O espetáculo estudou as potencialidades cênicas contidas no livro "O Jogo da Amarelinha "de Julio Cortázar. Foram analisados em alguns capítulos-chave as tensões presentes no texto que poderiam ser transpostas para o corpo dos atores, criando imagens cênicas. Os exercícios foram inspirados em Vsevolod Meierhold e Rudolf Laban, pesquisando dança, ritmo, movimento e musicalidade na composição da cena, partindo de uma leitura apurada do livro e de textos teóricos sobre encenação, texto, imagem e palavra.