"Organicidade: [...] é também um termo de Stanislavski. O que é a organicidade? É viver de acordo com as leis naturais, mas isto a um nível primário. O nosso corpo é um animal, não se deve esquecer. Não digo: somos animais, digo: nosso corpo é um animal. Então a organicidade está ligada ao aspecto criança. A criança é quase sempre orgânica. A organicidade é algo que se tem mais quando se é jovem, e menos quando se envelhece. Evidentemente é possível prolongar a vida da organicidade lutando contra o hábito, contra o alienamento da vida cotidiana, quebrando, eliminando os clichês de comportamento e, antes da reação complexa, retornando à reação primária."
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25 de maio de 2022
10 de março de 2022
12 de fevereiro de 2022
Inspirações...
Certa vez, um discípulo de Bashô, grande mestre do haikai, vendo uma libélula, fez um haikai irreverente:
21 de janeiro de 2022
Estudos
O nosso corpo é utilizado de maneira substancialmente diferente na vida cotidiana e nas situações de representação. No contexto, a técnica do corpo está condicionada pela cultura, pelo estado social e pelo ofício. Em uma situação de representação, existe uma diferente técnica do corpo. Pode-se então distinguir uma técnica cotidiana de uma técnica extracotidiana.
(...)
As técnicas cotidianas do corpo são, em geral,
caracterizadas pelo princípio do esforço mínimo, ou seja, alcançar o rendimento
máximo com o mínimo uso de energia. As técnicas extracotidianas baseiam-se,
pelo contrário, no esbanjamento de energia. Às vezes, até parecem sugerir um
princípio oposto em relação ao que caracteriza as técnicas cotidianas, o
princípio do uso máximo de energia para um resultado mínimo.
Quando estava no Japão como o Odin Theatre perguntava o que
significava a expressão otsukarasama, com a qual os espectadores agradeciam aos
atores no final do espetáculo. O significado exato dessa expressão – uma das
tantas fórmulas da etiqueta japonesa, particularmente indicada para os atores –
é: “Você cansou por mim”.
Eugenio Barba no livro “A Canoa de Papel: tratado de
Antropologia Teatral”.
7 de janeiro de 2022
Ainda estamos aqui
| Diário do último ato, 2019. |
Existe uma luz que nunca se apaga. Ela é o brilho no olhar das pessoas que compartilham de um mesmo espaço, quando algo acontece em conjunto, presentes, verdadeiramente. Esse brilho pode ser de vivacidade, alegria, gargalhadas, mas também pode ser de lágrimas, de lembranças não tão boas, de empatia com a solidão própria e alheia, com a nossa condição de humanos frágeis, e quando juntos, mais fortes.
29 de outubro de 2021
Teatro para se ouvir: Margarida (Prêmio Funarj / Rádio Roquette Pinto)
Já está no ar, em nosso canal no Youtube o esquete Margarida.


