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22 de março de 2018

Recompensas do Benfeitoria saindo do forno!

Chegaram nossas recompensas oficiais da campanha de Dois Perdidos numa Noite Suja no Benfeitoria
Olha que lindeza a caneca e imãs personalizados pela Kekanecas!

Mais uma vez agradecemos a tod@s que tornaram nossa temporada possível! Vocês são inesquecíveis!



17 de março de 2018

Inspirações...


"Porque nos preocuparmos com a arte? Para atravessar nossas fronteiras, ultrapassar nossas limitações, preencher nosso vazio, nos realizarmos. Esta não é uma condição, mas um processo em que o que é sombrio em nós mesmos lentamente se torna transparente. Nessa luta com a verdade de cada um, nesse esforço de arrancar a máscara vital, o teatro, com sua percepção totalmente carnal, sempre me pareceu um lugar de provocação. É capaz de desafiar a si mesmo e a plateia ao violar estereótipos amplamente aceitos de visão, sentimento e julgamento – de forma mais impressionante porque está retratado pela respiração do organismo humano, pelo corpo e pelos impulsos interiores. A provocação do tabu, da transgressão, provoca um impacto que rasga a máscara e nos leva a nos doarmos inteiramente a algo que é impossível de se definir, mas que contém Eros e Caritas".

Grotowski




Imagem: Francis Bacon, Estudos sobre o corpo humano, 1949.

8 de março de 2018

Participação de Ana Cecilia Reis no ciclo de cinema: "Teatro no Ecrã"

Nesta terça-feira, dia 06, a diretora e atriz Ana Cecilia Reis foi convidada para realizar a apresentação e debate sobre filme "Quem tem medo de Virginia Woolf?" no auditório Soror Mariana, no ciclo "Teatro no Ecrã", organização da equipe Outros Cinemas, dedicada à Escola de Artes da Universidade de Évora (Portugal).
A discussão foi direcionada para a transposição da linguagem teatral para a tela do cinema, passando pela trajetória de Edward Albee no teatro de vanguarda dos anos 1960 e reflexões sobre a estrutura dramatúrgica da obra.
Agradecemos o enriquecedor convite.




1 de março de 2018

Estudos...

"Em “O Discurso Skara”, Grotowski adverte os atores a não representarem clichês, usando a “estrada fácil das associações”. Por exemplo, se você sempre disser “Que dia lindo”, com um tom feliz, e “Hoje estou um pouquinho triste”, com um tom triste, você estará simplesmente ilustrando as palavras e não revelando a complexidade de um ser humano atrás das palavras do senso comum. As palavras de um dramaturgo não devem nunca ser ilustradas. Talvez o espectador fique mais satisfeito com essas “lindas mentiras”, mas o ator não deve trabalhar para agradar ou alcovitar o espectador. O trabalho do ator é falar a verdade e “sempre tentar mostrar ao espectador o lado desconhecido das coisas”.
Livro: Grotowski (de James Slowiak e Jairo Cuesta) Capítulo: Textos Essenciais de Grotowiski



Foto: Raquel Scotti, em Café com Queijo do Grupo Lume

22 de fevereiro de 2018

Pesquisas - Novo Trabalho

Os diálogos entre os estudos do movimento e a escultura são constantes. Alguns escultores e escultoras são profundos estudiosos da anatomia humana para compor suas obras, assim como dançarinos, dançarinas, atores e atrizes utilizam a escultura como o objeto de inspiração na composição de seus espetáculos. Podemos citar, dentre as mais marcantes, a dança revolucionária de Loïe Fuller intitulada “La Danse Serpentine” que inspirou a homenagem dos escultores Raoul Larche, Théodore Louis-Auguste Rivière e Pierre Roche, esculpindo nas pedras o movimento dos tecidos coreografados pela dançarina.
Ou a precursora da dança moderna, Isadora Duncan, que inspirou Antoine Bourdelle e Auguste Rodin a criarem trabalhos a partir de seus movimentos.
O novo projeto teórico-prático da Cia Plúmbea irá investigar o deslocamento do estudo da escultura para o corpo no espaço cênico.
Em breve, mais novidades.
Até já!


                                       (Loïe Fuller)  e escultura de Raoul Larche                                              

7 de fevereiro de 2018

Inspirações...

"Porque se preocupar com o que a plateia deveria ser? 
Apenas faça algo, e aparecerá alguém que vai querer encontrá-lo".


Grotowski

Encenação de "O Príncipe Constante"

22 de janeiro de 2018

Inspirações...

Contato: o contato é um dos elementos essenciais do ofício do ator. Não deve ser entendido meramente como olhar ou como ficar os olhos no parceiro. Contato é ver verdadeiramente. Se você realmente vir e ouvir seu parceiro, ocorre uma adaptação natural. Você deve ajustar o que está fazendo porque hoje, mesmo que você e seu parceiro estejam seguindo a mesma partitura de ações, sempre haverá leves diferenças. A verdadeira improvisação se apresenta no nível do ver, ouvir e ajustar. Estar presente e vivo no palco é estar em contato, e esse contato resulta em harmonia entre você e seu parceiro. Vocês estão juntos no mesmo momento – vendo, ouvindo e respondendo. 

Grotowiski


Ana Cecilia Reis e Paulo Barbeto em Rayuela
Foto: Dona Mariana Fotografia