Confiram algumas fotos do espetáculo "Terrabatida" pelo olhar da Júlia Viana! Lembrando que o espetáculo continua em cartaz de quarta a domingo, sempre às 19h no Teatro Glauce Rocha, até o dia 29 de maio. Na quarta-feira (dia 25) faremos um debate com o público. Apareçam!!
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23 de maio de 2016
9 de maio de 2016
Nossa estreia está chegando!
A estreia do espetáculo Terrabatida está chegando!
Confirme sua presença no nosso evento do facebook clicando aqui.
Nossa estreia no dia 19 terá entrada franca, e ao longo da temporada você pode pagar meia-entrada enviando um e-mail para: ciaplumbea@gmail.com
Esperamos vocês!
2 de maio de 2016
Terrabatida: Parcerias
O gaitista Jefferson Goncalves nos inspirou muito com seu trabalho no CD Encruzilhada. A trilha sonora do nosso teaser é a música que dá nome a esse disco, e tem tudo a ver com a mistura de referências que exploramos no trabalho. Encruzilhada é uma pesquisa profunda que mescla a música tradicional nordestina com o blues!
Atualmente Jefferson está lançando um novo CD comemorando os seus 25 anos de carreira.
Para saber mais sobre esse artista acesse a página: Jefferson Gonçalves
E o site: http://www.jeffersongoncalves.com/
Valeu Jefferson! É uma alegria contarmos com a sua parceria!
25 de abril de 2016
Terrabatida: Participações especiais
O espetáculo Terrabatida: Reminiscência de Canudos, que estará em cartaz em maio no Teatro Glauce Rocha, conta com a parceria da diva Blackyva na composição de um funk sobre Antônio Conselheiro. Para saber mais sobre o trabalho dessa artista, leia a matéria abaixo:
http://oglobo.globo.com/cultura/musica/blackyva-une-shakespeare-beyonce-em-funks-sobre-violencia-19095981
http://oglobo.globo.com/cultura/musica/blackyva-une-shakespeare-beyonce-em-funks-sobre-violencia-19095981
18 de abril de 2016
Terrabatida: Teaser da Temporada no Glauce Rocha / 2016
A memória é que nem doença de pele: coça e arde.
Não nos esqueceremos dos tempos sombrios que estamos enfrentando na política. Assim como não nos esquecemos das injustiças sociais ao longo da história.
A arte resiste, transgride e revoluciona. Terrabatida: Reminiscência de Canudos é nossa energia transformada em criação. Nos vemos em maio, no Teatro Glauce Rocha (RJ)!
Não nos esqueceremos dos tempos sombrios que estamos enfrentando na política. Assim como não nos esquecemos das injustiças sociais ao longo da história.
A arte resiste, transgride e revoluciona. Terrabatida: Reminiscência de Canudos é nossa energia transformada em criação. Nos vemos em maio, no Teatro Glauce Rocha (RJ)!
12 de abril de 2016
Inspirações...
"Eu trabalho não para fazer um discurso, mas para aumentar a ilha de liberdade que sustento; minha obrigação não é fazer declarações políticas, e sim fazer buracos na parede. As coisas que eram proibidas antes de mim devem ser permitidas depois de mim; as portas que estavam fechadas e trancafiadas devem ser abertas."
Jerzy Grotowski
Jerzy Grotowski
4 de abril de 2016
A flor da pele: relato de criação teatral (2ª parte) - por Ana Cecilia Reis
Começando a criar uma
dramaturgia
Esse texto é uma continuação, clique aqui para ler a 1ª
parte.
Inspirada pelo
trabalho de Luis Otávio Burnier no LUME, referente à mimese de fotos e quadros,
para criar cenas para o espetáculo Terrabatida
comecei a estabelecer um jogo de improvisação ligado à “vibração” da imagem
estática. Ou seja, após permanecer por
um tempo em uma determinada posição, qual seria o próximo movimento dessa
xilogravura? Pensando em como essa imagem estimulava nossa energia, começamos a
pensar em posições de desequilíbrio, como forma de investigar outro corpo
autoral, partindo do estímulo da mimese da xilogravura. Nós improvisávamos o próximo movimento seguinte da imagem, com a regra dela ser em desequilíbrio, criando assim, cenas em "flashes".
Apesar de cada atriz fazer seu próprio
improviso, por estarmos no mesmo “enquadramento”, era possível estabelecer leituras de
nossas reações. Essas leituras das imagens eram colocadas em contato com nossos
estímulos literários, e começamos a conectar algumas ações do improviso com
personagens e situações presentes nos textos sobre o massacre de Canudos. Em
paralelo a isso, começamos a pesquisar estímulos vocais, trabalhando
diariamente com as caixas de ressonância vibratórias, inspiradas em Grotowski,
e também com mimeses de vocalizações de animais, como por exemplo, bezerros,
gatos, patos, corujas, cobras. Explorávamos essa sonoridade como forma de
estimularmos vozes que saíssem do cotidiano e fossem mais expressivas, mais impactantes,
assim como as imagens. Ficamos admiradas ao percebermos que essas sonoridades
de animais poderiam ser levadas para uma maneira de falar o texto, explorando a
musicalidade e também textura de uma fala. Voltando o exercício para o trabalho, percebemos que certas sonoridades de animais remetiam às
senhoras que acompanham as procissões, cantando ladainhas, com vozes que não
necessariamente eram afinadas, mas muito potentes e vibrantes. A partir de
algumas sonoridades estabelecidas, começamos a improvisar uma melodia para
cantar algumas ladainhas, e percebemos que apesar de sermos duas, a vibração
vocal dava a impressão de canto em coro.
A partir do treinamento
de seis meses, que além da mimese das xilogravuras e vocais incluía exercícios de bastão,
caminhada em câmera lenta, partes do corpo em evidência, exercícios de
oposição, enraizamento e leveza, equilíbrio, entre outros, começamos a direcionar
o material para composição e também a utilizar alguns textos para estimular
novos exercícios, passando então para a fase criativa. Todo o treinamento foi filmado, e a partir da plasticidade de alguns, fomos percebendo características
que poderiam ser aproveitadas para a cena, como por exemplo: durante os
exercícios de improvisação, percebi a tendência da atriz a se direcionar sempre
para o chão, com um peso mais denso, enquanto eu tinha a tendência de improvisar
mais com o movimento dos braços, de forma mais leve. A partir dessa observação,
tive a ideia de criar uma cena onde haveria um boi e uma árvore, o estereótipo
ao se pensar no sertão nordestino: a carcaça do boi e a árvore seca, tão
faladas no capítulo “A Terra” do livro de Euclides. Mas a nossa ideia não era
sublinhar o imaginário coletivo, mas sim desconstruí-lo. E foi nesse momento em
que a a leitura de mais um livro nos foi fundamental: “A
Invenção do Nordeste”, do professor Durval Muniz de Albuquerque Júnior. Mais uma porta
de criação (e complicação) se abria: nós, como cariocas (no meu caso fluminense),
falando sobre uma guerra do século XIX que aconteceu na Bahia.
Qual era nosso
lugar de fala? Como não cair no lugar comum dos estereótipos nordestinos? Como
falar do que estamos distantes?
Essas questões
(e outras mais sobre encontros e desencontros durante o processo) ficam para o próximo relato.
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