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14 de março de 2016
Teaser de Terrabatida
Vejam o teaser do espetáculo Terrabatida: Reminiscência de Canudos editado pelo Pedro Martins e conheçam um pouquinho do espetáculo. Estamos aquecendo os motores para nossa temporada!
7 de março de 2016
Estreia oficial de Terrabatida no Rio de Janeiro!
Estamos pulando de alegria!
Fomos contemplados no edital de ocupação Cena Aberta da FUNARTE, e do dia 18 a 29 de maio estaremos em temporada no teatro Glauce Rocha com o espetáculo Terrabatida: Reminiscência de Canudos!
2016 vem com tudo!
Foto por João Lima.
29 de fevereiro de 2016
Rayuela no FRINGE + novo teaser
Já estamos oficialmente no site do FRINGE, Festival de Teatro de Curitiba. Nossa apresentação será no dia 24 de março, às 15h, no TEUNI. Confiram em: http://festivaldecuritiba.com.br/evento/rayuela/
Para comemorar compartilhamos um teaser lindo que ganhamos de presente do Pedro Martins:
Para comemorar compartilhamos um teaser lindo que ganhamos de presente do Pedro Martins:
22 de fevereiro de 2016
Estudos...
"Está se tornando mais e mais difícil, até sem sentido, para mim, escrever num inglês oficial. E, mais e mais, minha própria língua me parece como um véu que precisa ser rasgado para chegar às coisas (ou ao Nada) por trás dele. (...) Tomara que chegue o tempo, graças a Deus que em certas rodas já chegou, em que a linguagem é mais eficientemente empregada quando mal empregada. Como não podemos eliminar a linguagem de uma vez por todas, devemos pelo menos não deixar por fazer nada que possa contribuir para a sua desgraça. Cavar nela um buraco atrás do outro, até que aquilo que está a sua espreita por trás – seja isso alguma coisa ou nada – comece a atravessar; não consigo imaginar um objetivo mais elevado para um escritor hoje."
Samuel Beckett
15 de fevereiro de 2016
Diário de trabalho: sobre as impressões da pré-estreia de Terrabatida (por Ana Cecilia Reis)
Certa vez participei de uma conversa sobre Ética, em uma aula, onde o professor perguntou: “o que é
o sucesso de um trabalho?”. Nunca mais me esqueci dessa questão. Para mim não
pareceu tão simples respondê-la. Sentir-me bem sucedida com o teatro que eu
faço não estava ligado a ganhar muito dinheiro (embora seja sempre bem-vindo), ou
a cair no deslumbramento unânime da plateia. Também não tinha intenção de ser
famosa. Então, qual o sucesso que eu almejava em um trabalho?
Sempre fui o tipo de atriz que saía do palco achando que poderia fazer mais,
que tudo poderia ser melhor. Raras foram as vezes em que me senti plena após um
trabalho, que me senti realmente conectada com o que me propus a fazer. Meu
senso crítico me escravizava, e a sensação de limitação sempre deixava um gosto
amargo pós-apresentação, e mais ainda ao ver o registro do trabalho.
Se envelhecer
tem seus méritos, um deles é a experiência que se ganha, a experiência que
vamos nos permitindo ganhar. Parafraseando Hilda Hilst: “Sinto-me livre para
fracassar”. Hoje sinto-me livre para
fracassar porque percebo que a minha busca é outra. Porque só me interessa
trabalhar no risco, me expor, me expandir. E estar no palco é um abismo no qual toda a técnica tão essencial que adquiro na sala de ensaio se
transforma em outra coisa em conexão com o outro, com o ar, com o acaso, e é
nessa perda total de controle que sinto que as coisas podem ser mágicas, e que
a mágica acontece de forma diferente para cada um (e às vezes também não
acontece, e tudo bem).
Tudo isso para
dizer, que após estrear um trabalho no qual venho me dedicando há dois anos, e
conversar com o público composto de amigos, ter o retorno da sua recepção,
inicialmente me veio aquele velho gostinho de autocrítica de “puxa, poderia ter
sido melhor, não tenho tanto controle sobre isso como eu gostaria”, mas por
outro lado, assumir isso é ganhar uma liberdade e uma maturidade muito
necessária. Ouvir as diferentes opiniões sobre o trabalho, a dramaturgia, as
escolhas espaciais, fizeram com que eu ampliasse o meu olhar enfurnado em uma
sala de ensaio há muito tempo. Convidar amigos para colaborar no trabalho, para
reconstruir e reorganizar algumas coisas pode ser um pouco doloroso no início,
por causa do apego às nossas ideias, mas por outro lado é uma nova energia que
chega, uma energia que só é possível no momento da primeira exposição, do
assumir-se inacabado, processo: “isso é o que eu sou, onde estou, eu me mostro
para você e você se mostra para mim a partir disso”.
Ainda não sei
dizer se a peça é/foi um sucesso, e não é com isso que me preocupo. Agora a
nova fase é reorganizar algumas ideias a partir das observações, expandir o
trabalho, perceber se o que queremos provocar está acontecendo e quais são as
formas de potencializar isso. É importante também conquistar meios para que o trabalho seja feito
de forma mais calma, sem afobação, porque temos uma pequena equipe que fica
muito sobrecarregada, e ter recursos financeiros para o trabalho acontecer
melhor é fundamental.
Quando colocamos que a Cia Plúmbea é uma
companhia que pesquisa técnica e ética do ofício de ator, não é somente para
que isso fique bonito em algum edital, mas é uma busca verdadeira, de fazer com
que os projetos sejam vivenciados verdadeiramente através dessas duas
premissas: um trabalho árduo e consciente e muito respeito por todos. Enquanto
isso acontecer, enquanto houver quem confie em mim e queira estar perto,
enquanto houver alguém na plateia que vibra (em algum lugar, de alguma forma)
ao nos ver, enquanto tivermos energia para nunca desistir, isso é um sucesso
para mim! Parece então que a pergunta está respondida, pelo menos por enquanto.
Foto do debate por Pedro Martins
28 de janeiro de 2016
Estudos...
"A partitura é como um vaso de vidro que contém uma vela acesa. O vidro é sólido, está ali, você pode contar com ele. Ele contém a guia e a chama. Mas ele não é a chama. A chama é meu processo interior, a cada noite. A chama é o que ilumina a partitura, o que o espectador vê através da partitura. A chama é viva. Assim com como a chama que se move atrás do vidro varia, cresce, diminui, quase se apaga, de repente brilha com força, reage a cada sopro de vento, assim minha vida interior varia de noite para noite, de instante para instante... Cada noite eu começo sem nada antecipar. É a coisa mais difícil de aprender. Não me preparo para experimentar o que quer que seja. Não digo para mim mesmo: "Dá última vez, essa cena foi extraordinária, tentarei repeti-la". Quero somente estar pronto para o que acontecerá. E eu me sinto pronto para aproveitar o que acontecerá se me sinto seguro em minha partitura, se eu sei que, mesmo quando não sinto quase nada, o vidro não se quebrará, que a estrutura objetiva, trabalhada durante meses, me ajudará. Mas quando vem o momento em que posso queimar, brilhar, viver, revelar, então estou pronto porque não antecipei nada. A partitura permanece a mesma, mas cada coisa é diferente, pois eu sou diferente."
Ryszard Cieslak, em entrevista.
Foto: Cieslak e os atores do Odin Teatret, em treinamento.
Foto: Cieslak e os atores do Odin Teatret, em treinamento.
18 de janeiro de 2016
Rayuela no FRINGE!
2016 está só começando e já temos
uma notícia bonita para dar! O espetáculo Rayuela, inspirado no universo de Julio Cortázar vai para o FRINGE, Festival
de teatro de Curitiba-PR através de uma parceria com o FITU e a Quebra PernaProduções. Estamos muito contentes de conseguirmos levar o trabalho de Cia
Plúmbea para o sul do país pela primeira vez.
O Festival ocorre de 23 de março
a 03 de abril. Em breve daremos mais detalhes!
Viva!
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