Pesquise o conteúdo deste blog!

1 de dezembro de 2015

Inspirações...

Decroux é considerado o pai da mímica moderna.

O trabalho a partir da coluna vertebral, equilíbrio e transferência de peso é fundamental para quem quiser se aprofundar nessa técnica. Interessante perceber como muitos desses conceitos de energia, presença, partitura, dança, equilíbrio, torção, etc. seguem princípios semelhantes mas geram resultados muito diferentes, de acordo com a cultura, o contexto que se trabalha ou o próprios corpo dos atuantes envolvidos.




24 de novembro de 2015

Terrabatida: Reta final - Gravações, edições e mixagem

Estamos entrando na reta final de produção do espetáculo Terrabatida e já temos nossa data de estreia! Semana passada editamos no estúdio Aura Mix & Master as lindas vozes que contribuíram com nosso mosaico de textos e músicas!


Agradecimentos aos artistas: 

César Júnior
Cleilson Queiroz
Endi Vasconcelos 
Juliana Linhares
Katiuscia Dantas
Marianna Chaves 
Paes de Luna
Weslley Fontenele
Will Lopes

E ao técnico de som Alexandre Rabaço. 







18 de novembro de 2015

Parcerias: Escola de Artes Técnicas Luis Carlos Ripper - EAT

Ontem tivemos o prazer e a alegria de visitar a Escola de Artes Técnicas Luis Carlos Ripper-EAT Ripper /faetec, que além de ser um espaço com importantes cursos técnicos gratuitos abertos para a comunidade da Mangueira e o público em geral, também é uma escola cheia de professores, produtores, alunos e funcionários muito receptivos e que amam o que fazem.
Conhecemos o espaço, as salas de aula, os professores, e fechamos uma parceria para o espetáculo Terrabatida!
Contaremos com a confecção dos adereços de arame e palha, e o professor Ton Brício será responsável pela elaboração do nosso figurino. O espaço conta com inúmeros cursos voltados para as técnicas que envolvem as Artes Cênicas e Eventos. Além de um espaço voltado para apresentações dos alunos, possui um belo acervo de adereços e figurinos.
Esse projeto é inspirador, e merece muita atenção e apoio! Quero muito que todos os meus amigos artistas e arteiros conheçam. Agradecimento especial à super produtora Juliana Souza, que me levou para conhecer o espaço.
Emoticon smil
Para informações sobre os cursos acessem o site:http://www.faetec.rj.gov.br/ ou liguem para 2334-1756
Vida longa à EAT e à nossa parceria!






9 de novembro de 2015

Inspirações...

"o que experimentas enquanto espectador não vem do encenador, e também não vem do ator. É a criança que fala. (...) Devemos encontrar o silêncio se quisermos compreender o que a criança diz."

Iben Nagel Ramussem 



3 de novembro de 2015

A flor da pele: relato de criação teatral (1ª parte) - por Ana Cecilia Reis

Teatro é a arte do encontro. Começar mais clichê seria impossível. Mas em uma sociedade onde a cada dia tudo parece mais acelerado, virtual e individualista, promover e participar de um encontro verdadeiro é uma das coisas mais difíceis de acontecer. Por isso, repito: o teatro é a arte do encontro. Do coletivo e das paixões. Quando se faz teatro de verdade, você não finge. É preciso ser muito verdadeiro para ser outro em cena. E por isso, a conexão de um grupo é o que faz com que o teatro aconteça. Aconteça para valer. Teatro é entrega total para o outro. Para que você se conheça é necessário mostrar-se e confiar em quem está ao seu lado, pois essa pessoa também lhe mostra e percorre um caminho. Esse caminho é trilhado ao mesmo tempo individualmente e em conjunto. Quando acontece o encontro, você sabe. Não dá para forçar e também não se explica (embora a graça seja sempre tentar).

O teatro pode surgir de qualquer lugar. Nunca soube definir onde e quando comecei a fazer teatro e o que pode ser considerado teatral, ou teatralidade. A ideia de Terrabatida: Reminiscência de Canudos surgiu depois que assisti a uma exposição de xilogravuras. A exposição Espanto e Barbárie em Canudos do Adir Botelho me pareceu encantadora porque apresentava corpos muito potentes, que me diziam muito. Diziam-me sobre oposição, sobre expressividade, composição, disposição espacial, entre outras coisas... Essas imagens me remetiam ao teatro que eu queria fazer e assistir.

Então, o primeiro passo para que a minha ideia saísse da cabeça, foi ouvi-la em voz alta. Compartilhei com pessoas de confiança. O meu encontro foi primeiramente com a obra, depois com a minha parceira de cena na época, que prontamente se mostrou interessada não somente pelos corpos, mas pela própria história de Canudos. Por que não?

Confesso que achei prepotente levar para o teatro um acontecimento histórico com apenas duas pessoas em cena. Não tinha experiência como dramaturga, conhecia pouco a história de Canudos e de Antônio Conselheiro, e inicialmente só gostaria de jogar com aquelas imagens que me diziam tanto. Queria ver como elas deixavam de serem desenhos e se transportavam para corpos de carne e osso. No teatro podemos tudo e devemos estar atentos e sensíveis para todas as possibilidades. A exposição mostrava uma história que valia a pena ser contada de uma maneira diferente. Por que não?

Passamos seis meses investigando nossos corpos e esses corpos da xilogravura. As imagens eram difíceis, era necessário equilíbrio, força, sustentação. As expressões faciais doíam nossa boca. A musculatura não estava trabalhada para ficar tanto tempo em uma posição extracotidiana. Mas essa dor era compensada quando olhávamos para o vídeo ou para as fotos. Realmente era uma beleza grande a transposição da idealização das figuras de Adir para nosso corpo. Não conseguíamos representar fielmente, mas a força estava ali, entre o traço e a nossa pele. E assim começamos, acreditando nisso, e aguentando a cada dia mais um pouquinho a rigidez daquelas posições, certas de que a partir desse enraizamento algo iria florescer.

(continua...)                         

               

26 de outubro de 2015

Inspirações

"Parece-me que, sobretudo na profissão de ator, nada é jamais concluído [...] Uma vez, quando ainda era estudante, li em uma antologia de literatura americana um poema de Crane, que reflete muito bem as buscas da minha vida. É um poema sobre um homem que corre para tocar o horizonte, convencido de que o tomará nas mãos. Pois é, nesta profissão, é assim. Mas nunca se chega a tocar o horizonte e provavelmente isso que é fascinante".

Ryszard Cieslak