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24 de novembro de 2015

Terrabatida: Reta final - Gravações, edições e mixagem

Estamos entrando na reta final de produção do espetáculo Terrabatida e já temos nossa data de estreia! Semana passada editamos no estúdio Aura Mix & Master as lindas vozes que contribuíram com nosso mosaico de textos e músicas!


Agradecimentos aos artistas: 

César Júnior
Cleilson Queiroz
Endi Vasconcelos 
Juliana Linhares
Katiuscia Dantas
Marianna Chaves 
Paes de Luna
Weslley Fontenele
Will Lopes

E ao técnico de som Alexandre Rabaço. 







18 de novembro de 2015

Parcerias: Escola de Artes Técnicas Luis Carlos Ripper - EAT

Ontem tivemos o prazer e a alegria de visitar a Escola de Artes Técnicas Luis Carlos Ripper-EAT Ripper /faetec, que além de ser um espaço com importantes cursos técnicos gratuitos abertos para a comunidade da Mangueira e o público em geral, também é uma escola cheia de professores, produtores, alunos e funcionários muito receptivos e que amam o que fazem.
Conhecemos o espaço, as salas de aula, os professores, e fechamos uma parceria para o espetáculo Terrabatida!
Contaremos com a confecção dos adereços de arame e palha, e o professor Ton Brício será responsável pela elaboração do nosso figurino. O espaço conta com inúmeros cursos voltados para as técnicas que envolvem as Artes Cênicas e Eventos. Além de um espaço voltado para apresentações dos alunos, possui um belo acervo de adereços e figurinos.
Esse projeto é inspirador, e merece muita atenção e apoio! Quero muito que todos os meus amigos artistas e arteiros conheçam. Agradecimento especial à super produtora Juliana Souza, que me levou para conhecer o espaço.
Emoticon smil
Para informações sobre os cursos acessem o site:http://www.faetec.rj.gov.br/ ou liguem para 2334-1756
Vida longa à EAT e à nossa parceria!






9 de novembro de 2015

Inspirações...

"o que experimentas enquanto espectador não vem do encenador, e também não vem do ator. É a criança que fala. (...) Devemos encontrar o silêncio se quisermos compreender o que a criança diz."

Iben Nagel Ramussem 



3 de novembro de 2015

A flor da pele: relato de criação teatral (1ª parte) - por Ana Cecilia Reis

Teatro é a arte do encontro. Começar mais clichê seria impossível. Mas em uma sociedade onde a cada dia tudo parece mais acelerado, virtual e individualista, promover e participar de um encontro verdadeiro é uma das coisas mais difíceis de acontecer. Por isso, repito: o teatro é a arte do encontro. Do coletivo e das paixões. Quando se faz teatro de verdade, você não finge. É preciso ser muito verdadeiro para ser outro em cena. E por isso, a conexão de um grupo é o que faz com que o teatro aconteça. Aconteça para valer. Teatro é entrega total para o outro. Para que você se conheça é necessário mostrar-se e confiar em quem está ao seu lado, pois essa pessoa também lhe mostra e percorre um caminho. Esse caminho é trilhado ao mesmo tempo individualmente e em conjunto. Quando acontece o encontro, você sabe. Não dá para forçar e também não se explica (embora a graça seja sempre tentar).

O teatro pode surgir de qualquer lugar. Nunca soube definir onde e quando comecei a fazer teatro e o que pode ser considerado teatral, ou teatralidade. A ideia de Terrabatida: Reminiscência de Canudos surgiu depois que assisti a uma exposição de xilogravuras. A exposição Espanto e Barbárie em Canudos do Adir Botelho me pareceu encantadora porque apresentava corpos muito potentes, que me diziam muito. Diziam-me sobre oposição, sobre expressividade, composição, disposição espacial, entre outras coisas... Essas imagens me remetiam ao teatro que eu queria fazer e assistir.

Então, o primeiro passo para que a minha ideia saísse da cabeça, foi ouvi-la em voz alta. Compartilhei com pessoas de confiança. O meu encontro foi primeiramente com a obra, depois com a minha parceira de cena na época, que prontamente se mostrou interessada não somente pelos corpos, mas pela própria história de Canudos. Por que não?

Confesso que achei prepotente levar para o teatro um acontecimento histórico com apenas duas pessoas em cena. Não tinha experiência como dramaturga, conhecia pouco a história de Canudos e de Antônio Conselheiro, e inicialmente só gostaria de jogar com aquelas imagens que me diziam tanto. Queria ver como elas deixavam de serem desenhos e se transportavam para corpos de carne e osso. No teatro podemos tudo e devemos estar atentos e sensíveis para todas as possibilidades. A exposição mostrava uma história que valia a pena ser contada de uma maneira diferente. Por que não?

Passamos seis meses investigando nossos corpos e esses corpos da xilogravura. As imagens eram difíceis, era necessário equilíbrio, força, sustentação. As expressões faciais doíam nossa boca. A musculatura não estava trabalhada para ficar tanto tempo em uma posição extracotidiana. Mas essa dor era compensada quando olhávamos para o vídeo ou para as fotos. Realmente era uma beleza grande a transposição da idealização das figuras de Adir para nosso corpo. Não conseguíamos representar fielmente, mas a força estava ali, entre o traço e a nossa pele. E assim começamos, acreditando nisso, e aguentando a cada dia mais um pouquinho a rigidez daquelas posições, certas de que a partir desse enraizamento algo iria florescer.

(continua...)                         

               

26 de outubro de 2015

Inspirações

"Parece-me que, sobretudo na profissão de ator, nada é jamais concluído [...] Uma vez, quando ainda era estudante, li em uma antologia de literatura americana um poema de Crane, que reflete muito bem as buscas da minha vida. É um poema sobre um homem que corre para tocar o horizonte, convencido de que o tomará nas mãos. Pois é, nesta profissão, é assim. Mas nunca se chega a tocar o horizonte e provavelmente isso que é fascinante".

Ryszard Cieslak


13 de outubro de 2015

Inspirações....

"Minha alma guiará o caminho. Com cada passo que dou, a minha carne está lentamente definhando. Em breve irei deixar esse mundo para trás. Como se dança sem corpo? Não tenha medo, no além poderemos continuar a dançar como um espírito, um fantasma. Uma dança fantasma é tão verdadeiramente linda, tão linda de fato, que ignoramos completamente que falta uma forma material. Mesmo despedindo-me de minha carne e ossos, quero continuar dançando como um fantasma."

Kazuo Ohno