Pesquise o conteúdo deste blog!

6 de outubro de 2015

Parcerias: Aura Mix&Master Estúdio

O espetáculo "Terrabatida" conta com a parceria do estúdio Aura Mix&Master e do técnico de som Alexandre Rabaço para os trabalhos de gravação, mixagem e finalização. 

Conheçam mais sobre o estúdio no link: http://www.auramixmaster.com.br/

E sobre o Alexandre: http://alexandrerabaco.com.br/


21 de setembro de 2015

Apresentando a equipe: Anna Cecilia Cabral

Além das participações especialíssimas no espetáculo "Terrabatida", também contamos com a ajuda de uma equipe bem bacana, que vamos apresentando aos pouquinhos. Para produzir nossos adereços, convidamos a artista Anna Cecilia Cabral. Essa semana começaremos a pesquisa de materiais para a produção!

Seja bem-vinda Anna!!


14 de setembro de 2015

Estudos

Uma vez assisti no Japão a um ator interpretando uma senhora idosa cujo filho tinha sido morto por um samurai. Ela entrou em cena com o propósito de enfrentar o samurai e perguntar-lhe por que matara seu filho. O ator surgiu, avançou lentamente até a ponte que o leva ao palco e, nesse lento caminhar, toda a alma da velha senhora estava dentro dele, todos os sentimentos misturados que se agitavam no seu coração: a solidão, a cólera, o desejo de acabar com a própria vida. Foi uma interpretação extraordinária. Depois da apresentação, fui falar com o ator em seu camarim para lhe perguntar como tinha se preparado. Pensei que talvez pudesse ter empregado o método de Stanislavski ou alguma coisa parecida, que estivesse relacionada com a memória afetiva. Respondeu-me que tinha elaborado seus pensamentos da seguinte maneira:

“É uma senhora idosa, então devo caminhar a passos menores do que o normal. Aproximadamente sessenta por cento do comprimento normal, e devo parar no primeiro pinheiro depois de minha entrada. Enquanto caminho, não penso em outra coisa a não ser nisso.”

Yoshi Oida, Um ator errante


8 de setembro de 2015

Parcerias: Banda Pietá

Pietá surgiu no início de 2012 através do encontro dos músicos cariocas Frederico Demarca, Rafael Lorga e da cantora natalense Juliana Linhares. Também atores, se encontraram na faculdade de teatro e desde então os três foram roubando de um e de outro, sambando de música popular regional original brasileira acústica de jardim, o repertório transitório, transeunte, transitivo de Pietá, por vezes autoral, por vezes saudação.

Essa semana eles estão lançando o CD Leve o que quiser, primeiro da banda, através de fundos arrecadados pelo site Benfeitoria. 

Outra coisa muito bacana é que eles aceitaram nosso convite para gravar uma música para o espetáculo Terrabatida: Reminiscência de Canudos. Estamos orgulhosos de mais uma parceria querida!

Vida longa!


31 de agosto de 2015

Inspirações

"A dança, que é um medium entre um espírito e o impulso para um ritual secreto com o objetivo de penetrar a carne e o sangue de jovens pessoas, acaba transformando-as em armas letais que sonham."

Tatsumi Hijikata 

25 de agosto de 2015

Parcerias: Samuel Paes de Luna

E a sessão parcerias queridas da Cia Plúmbea continua!

“Terrabatida” é um espetáculo permeado de vozes e imagens. Vozes nossas, vozes outras, vozes ecos, canções, sussurros, ladainhas... Um verdadeiro mosaico!

Para nos ajudar nessa composição, convidamos o ator Samuel Paes de Luna. Ele será a nossa voz-abertura dessa história que vivemos e inventamos.


Bem-vindo! 



17 de agosto de 2015

Estudos...

(...) é preciso que, em seu trabalho dramático, os alunos tenham ideias e opiniões, mas, se não estiverem ancoradas no real, essas ideias serão inúteis. O mesmo fenômeno existe na pintura: Corot, Cézanne ou Soutine puderam pintar todo o tipo de árvores, transfigurá-las, captar uma faceta, trabalhar uma certa luminosidade, mas se não existisse “a Árvore” naquilo que pintaram, nada teria acontecido! Voltamos sempre à observação das coisas, ao mais próximo possível da natureza e da realidade humana. Acredito muito nas permanências, naquilo que é a “Árvore de todas as árvores”, a “Máscara de todas as máscaras”, o “Equilíbrio de todos os equilíbrios”. Talvez essa tendência pessoal constitua um obstáculo, mas é um obstáculo necessário. A partir de uma referência reconhecida, que tende à neutralidade, os alunos encontram sua própria posição. Logicamente, essa neutralidade absoluta e universal não existe, é apenas uma tentação. É por isso que o erro é interessante. O absoluto não pode viver sem o erro. A diferença entre o polo geográfico e o polo magnético do globo me interessa muito. O norte não está exatamente no norte! Há um ângulo e, felizmente, esse ângulo existe. O erro não somente é aceito, mas é necessário para que a vida continue, exceto se for muito grave. Um erro grave é catastrófico, mas um pequeno erro é essencial para se viver melhor. Se não houver erro, cessa o movimento. É a morte!

Jacques Lecoq em O Corpo Poético: uma pedagogia da criação teatral