"
Caneta, sinto-me como em casa em
sua tinta, dando uma pirueta, misturando as teias, deixando minha assinatura
nos vidros da janela. Caneta, como pude alguma vez ter medo de você? Você não
tem casa, mas é sua impetuosidade que me deixa apaixonada. Tenho que me livrar
de você quando começar a ser previsível, quando parar de perseguir diabinhos.
Quanto mais você me supera, mais eu a amo. É quando estou cansada, ou quando
tomei muita cafeína ou vinho que você ultrapassa minhas defesas e digo mais do
que pretendia. Você me surpreende, me choca quando revela alguma parte de mim
que mantive em segredo de mim mesma."
Gloria Anzaldua
(Não encontramos a autoria da imagem, se souberem, entrem em contato ou informem nos comentários. Obrigada!)
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