“A crença em uma materialidade fluida da alma é indispensável para o ofício do ator. Saber que uma paixão é material, que está sujeita às flutuações plásticas da matéria, outorga um império sobre as paixões, ampliando nossa soberania. Alcançar as paixões por meio de suas próprias forças ao invés de considerá-las abstrações puras confere ao ator a maestria de um verdadeiro curandeiro. Saber que a alma tem uma expressão corporal permite ao ator alcançar a alma em sentido inverso e redescobrir seu ser por meio de analogias matemáticas”.
(Artaud)
Francis Bacon, Estudo sobre o corpo humano.

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