“(...) Ah, querido irmão, às vezes sei tão bem o que quero. Na vida e na pintura, posso bem renunciar ao bom vinho, mas não posso, eu que sofro, renunciar a algo maior do que eu, que é a minha vida, a potência criativa. (...) E quando estamos frustrados na potência física, tentamos dar vida aos pensamentos no lugar dos filhos, e participamos assim da humanidade. E com um quadro, quero exprimir algo comovente como uma música. Gostaria de pintar homens e mulheres como algo de eterno, aquilo do qual o símbolo já foi a auréola, e que agora tentamos representar com o mesmo esplendor usando a vibração das cores”.
Van Gogh, em carta para seu irmão Theo.
Retrato de Eugène Boch, 1888.

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