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9 de junho de 2016

A Arte de Enterrar seus Mortos em Brasília!

Amigos e amigas, é com muita alegria que informamos que o espetáculo A Arte de Enterrar seus Mortos está de volta, e fará apresentações nos dias 25 e 26 de junho no Museu Correios, em Brasília!

Este espetáculo foi escrito e dirigido por Ronaldo Ventura em 2011 e sua última apresentação foi em 2013, em Hortolândia-SP. Estamos muito contentes de recolocá-lo em circulação em um estado do Centro-Oeste. Abaixo algumas informações sobre o processo de criação do trabalho, a sinopse e o local de apresentação.

Nos vemos lá!



Sinopse:

Uma mulher grita. Com o que resta de suas forças, joga um punhado de terra sobre o corpo morto de seu irmão. E assim, se faz uma criminosa. A história de Antígona, a princesa banida, que retorna à sua terra natal para cumprir os rituais fúnebres de seu irmão. Mas sua manifestação de amor fraterno a torna uma fora da lei, e como tal, será julgada. 


Sobre o espetáculo:

O espetáculo A Arte de Enterrar seus Mortos apresenta o mito de Antígona, filha do Rei Édipo, a última descendente de uma família amaldiçoada. O processo de criação dessa releitura partiu de uma intensa investigação de voz e movimento. A montagem é inspirada nas tradições de narrativas orais e a atriz Ana Cecilia Reis conta a história alternando as falas do Narrador, Guarda, Creonte e Antígona. 

O tema – da heroína grega que lutou pelo que julgava correto, mesmo sozinha, e acabou condenada – gera reflexões para a sociedade atual, em que feitos como esse parecem inacreditáveis e, muitas vezes, assustadores.

Processos de Pesquisa:

A apresentação do texto segue a estrutura apresentada pela tradição oral, meio pelo qual as antigas lendas eram transmitidas de geração em geração, por todos os povos. A atriz, sozinha em cena, alterna a fala entre narrador, Antígona, Guarda e Creonte, tensionando o espectador e exigindo assim sua maior atenção.

Em busca de uma coloração na atuação, o diretor Ronaldo Ventura dividiu o trabalho em duas frentes de pesquisas:

Corpo: a atuação física da atriz não parte de uma interpretação, nem pretende mimetizar o texto, mas buscar a expressividade do que “não é dito”; o intuito é apresentar fisicamente o que estaria se passando no âmago de cada personagem enquanto vivem e sofrem as ações e reações adversas presentes na dramaturgia.

Voz: a atuação vocal é composta de vários fragmentos sonoros, compondo assim um mosaico vocal. O mosaico é uma arte decorativa que surgiu na Grécia, com características figurativas. A palavra "mosaico" tem origem na palavra grega mousaikón, a mesma que deu origem à palavra “música”, que significa “próprio das musas”. Estes fragmentos sonoros foram criados a partir de uma intensa investigação energética, baseada nos estudos do encenador e pesquisador Jerzy Grotowski e do criador do grupo LUME Luis Otávio Burnier.

O espetáculo não apresenta cenário, inspirado na estética do teatro clássico japonês Nô e nas contações de história tradicionais milenares. Os ambientes onde se passam a história são expressados pela disposição espacial da atriz e suas composições vocais determinam a atmosfera do momento.

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