“O que em mim sente está pensando
O que em mim pensa está sentindo
Sou uma pedra que se move.
Quando falo e escuto e vejo
É só de dentro da minha gravidade.
Que subo ao cume das coisas
O mundo não é real nem irreal
É o que é:
É isso o mistério.”
“O que em mim sente está pensando
O que em mim pensa está sentindo
Sou uma pedra que se move.
Quando falo e escuto e vejo
É só de dentro da minha gravidade.
Que subo ao cume das coisas
O mundo não é real nem irreal
É o que é:
É isso o mistério.”
Amanhã estaremos no @festateatropetropolis, apresentando uma cena inédita!
O ritmo provoca uma espera, suscita um desejar. Se é interrompido, temos um choque. Algo se rompe. Se continua, esperamos alguma coisa que não sabemos nomear. O ritmo provoca em nós um estado de ânimo que só se acalmará quando sobrevier “alguma coisa”. Ele nos deixa em atitude de espera. Sentimos que o ritmo é um ir em direção a algo, mas não sabemos o que vem a ser esse algo. Todo ritmo é sentido de algo. Então, o ritmo não é exclusivamente uma medida vazia de conteúdo, mas uma direção, um sentido. O ritmo não é medida, é tempo original. A medida não é empo, é maneira de calculá-lo. (...) Calendários e relógios são maneiras de cadenciar nossos passos. Essa apresentação implica redução ou abstração do tempo original: o relógio apresenta o tempo, e para apresenta-lo divide-o em porções iguais e carentes de sentido. (...) O tempo não está fora de nós, nem é algo que passa diante dos nossos olhos como os ponteiros do elogio: nós somos o tempo, não são os anos que passam, somos nós que passamos.
Dia 04 de outubro, às 15h, estreia no Centro de Cultura a contação de história "O Sequestro da Rainha Justa". Gratuito! Só chegar.
A jornada criativa do Atelier Dafne Souza por trás do figurino de "O Sequestro da Rainha Justa" foi incrível, um processo complexo, mas extremamente satisfatório!
Abriram as inscrições!
A dança de Merce Cunningham também é inspiradora. Com o passar dos anos, a fidelidade de Merce Cunningham ao princípio do trabalho nunca vacilou. A sua técnica de dança, por si, não é algo fixo. Trata-se de uma série contínua de descobertas daquilo que o corpo humano é capaz de fazer, quando se move no espaço e através dele. Algumas vezes ele se mostra como alguém que tem um apetite insaciável para a dança; outras vezes, parece ser o escravo da dança.