Pesquise o conteúdo deste blog!

31 de agosto de 2015

Inspirações

"A dança, que é um medium entre um espírito e o impulso para um ritual secreto com o objetivo de penetrar a carne e o sangue de jovens pessoas, acaba transformando-as em armas letais que sonham."

Tatsumi Hijikata 

25 de agosto de 2015

Parcerias: Samuel Paes de Luna

E a sessão parcerias queridas da Cia Plúmbea continua!

“Terrabatida” é um espetáculo permeado de vozes e imagens. Vozes nossas, vozes outras, vozes ecos, canções, sussurros, ladainhas... Um verdadeiro mosaico!

Para nos ajudar nessa composição, convidamos o ator Samuel Paes de Luna. Ele será a nossa voz-abertura dessa história que vivemos e inventamos.


Bem-vindo! 



17 de agosto de 2015

Estudos...

(...) é preciso que, em seu trabalho dramático, os alunos tenham ideias e opiniões, mas, se não estiverem ancoradas no real, essas ideias serão inúteis. O mesmo fenômeno existe na pintura: Corot, Cézanne ou Soutine puderam pintar todo o tipo de árvores, transfigurá-las, captar uma faceta, trabalhar uma certa luminosidade, mas se não existisse “a Árvore” naquilo que pintaram, nada teria acontecido! Voltamos sempre à observação das coisas, ao mais próximo possível da natureza e da realidade humana. Acredito muito nas permanências, naquilo que é a “Árvore de todas as árvores”, a “Máscara de todas as máscaras”, o “Equilíbrio de todos os equilíbrios”. Talvez essa tendência pessoal constitua um obstáculo, mas é um obstáculo necessário. A partir de uma referência reconhecida, que tende à neutralidade, os alunos encontram sua própria posição. Logicamente, essa neutralidade absoluta e universal não existe, é apenas uma tentação. É por isso que o erro é interessante. O absoluto não pode viver sem o erro. A diferença entre o polo geográfico e o polo magnético do globo me interessa muito. O norte não está exatamente no norte! Há um ângulo e, felizmente, esse ângulo existe. O erro não somente é aceito, mas é necessário para que a vida continue, exceto se for muito grave. Um erro grave é catastrófico, mas um pequeno erro é essencial para se viver melhor. Se não houver erro, cessa o movimento. É a morte!

Jacques Lecoq em O Corpo Poético: uma pedagogia da criação teatral 



10 de agosto de 2015

Parcerias: Will Lopes

O projeto "Terrabatida: Reminiscência de Canudos" a cada dia ganha mais corpo (s). Tanto em termos de materialização das ideias quanto de colaboradores queridos! 

Hoje apresentamos Will Lopes, que será nossa voz provocativa em uma música sobre Antônio Conselheiro. 

Seja bem-vindo! Vida longa à esta parceria! 


=) 


3 de agosto de 2015

Estudos...

E quando você está participando de alguma coisa excitante que está acontecendo de verdade, como é. O ver ou o ouvir causam efeito em você e causam efeito em você ao mesmo tempo ou no mesmo grau ou não. Você fica ansioso para ouvir ou você fica ansioso para ver e qual dos dois mais excita você. E o que cada um dos dois tem a ver com a conclusão da excitação quando a excitação é uma excitação é uma excitação verdadeira que é estimulada por algo que está realmente acontecendo. E depois pouco a pouco o ouvir substitui o ver ou o ver substitui o ouvir. Eles caminham juntos ou não. E quando a coisa excitante da qual você participou chega a sua conclusão o ouvir substitui o ver ou não. O ver substitui o ouvir ou não. Ou os dois caminham juntos.


Gertrude Stein em Peças. [1]




[1] Tradução de Inês Cardoso: texto completo disponível em: http://www.revistaensaia.com/#!pecas/cxv3

27 de julho de 2015

Ensaios de Terrabatida

"É tempo de Murici
 Cada um cuida de si
 Quem tiver perna que corra
 Quem tiver cansado morra!"


20 de julho de 2015

...

"(...) antes de buscar uma reflexão sobre o outro, é preciso buscar reflexão do outro e, então, experimentar-mo-nos outros, sabendo que tais posições - eu e outro, sujeito e objeto, humano e não humano - são instáveis, precárias e podem ser intercambiadas.

(...)

Se todos os seres podem ser sujeitos, podem ocupar a posição de sujeito, já não é mais possível estabelecer um só mundo objetivo. Em vez de diferentes pontos de vista sobre o mesmo mundo, diferentes mundos para o mesmo ponto de vista."

Eduardo Viveiros de Castro, em entrevista (série Encontros, organizado por Renato Sztutman).


Magritte, O mistério do horizonte, 1928