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29 de abril de 2025

Estudos...

O ritmo provoca uma espera, suscita um desejar. Se é interrompido, temos um choque. Algo se rompe. Se continua, esperamos alguma coisa que não sabemos nomear. O ritmo provoca em nós um estado de ânimo que só se acalmará quando sobrevier “alguma coisa”. Ele nos deixa em atitude de espera. Sentimos que o ritmo é um ir em direção a algo, mas não sabemos o que vem a ser esse algo. Todo ritmo é sentido de algo. Então, o ritmo não é exclusivamente uma medida vazia de conteúdo, mas uma direção, um sentido. O ritmo não é medida, é tempo original. A medida não é empo, é maneira de calculá-lo. (...) Calendários e relógios são maneiras de cadenciar nossos passos. Essa apresentação implica redução ou abstração do tempo original: o relógio apresenta o tempo, e para apresenta-lo divide-o em porções iguais e carentes de sentido. (...) O tempo não está fora de nós, nem é algo que passa diante dos nossos olhos como os ponteiros do elogio: nós somos o tempo, não são os anos que passam, somos nós que passamos.

Octavio Paz


Composição IV - Kandisnky



29 de setembro de 2024

Estreia: O Sequestro da Rainha Justa

Dia 04 de outubro, às 15h, estreia no Centro de Cultura a contação de história "O Sequestro da Rainha Justa". Gratuito! Só chegar.

Nesta envolvente contação de histórias, mergulhamos na jornada da Rainha Sita, a figura central do épico Ramayana, conhecida por sua sabedoria e força interior. Sita, esposa do príncipe Rama, enfrenta desafios inimagináveis quando é sequestrada pelo temível rei demônio Ravana, que a leva para seu distante reino. Mesmo isolada em terras estranhas, Sita permanece fiel às suas convicções e à esperança de ser resgatada. Em meio a suas lutas internas e à busca por libertação, ela demonstra resiliência, coragem e integridade. O Sequestro da Rainha Justa é uma história de resistência, amor e superação, onde a força e a perspectiva de Sita iluminam o caminho em tempos sombrios.

O projeto foi contemplado no Edital de Produções Culturais (Chamada Pública 04/2023), realizado pela Prefeitura de Petrópolis, por meio do Instituto Municipal de Cultura, com recursos do Governo Federal através da Lei Complementar nº 195/2022 - Lei Paulo Gustavo.




27 de setembro de 2024

Figurino pronto! Estreia a caminho...

A jornada criativa do Atelier Dafne Souza por trás do figurino de "O Sequestro da Rainha Justa" foi incrível, um processo complexo, mas extremamente satisfatório!

Dirigido por Ronaldo Ventura e encenado por Ana Cecilia Reis, a contação de histórias é uma releitura do poema épico Ramayana.
O figurino foi construído com referências de diversas regiões da Índia, pensando no luxo, na opulência, mas sem esquecer que estamos no teatro, com soluções criativas para apoiar as cenas.
Com um destaque para esse acessório de cabeça multifacetado, de tirar o fôlego, que ao mesmo tempo é Rama, Sita e a narradora.
Não percam a estréia que será dia 04 de outubro em Petrópolis, no teatro Afonso Arinos no Centro de Cultura Raul de Leoni às 15h.

Esse projeto foi aprovado no edital de produções culturais da Lei Paulo Gustavo em Petrópolis.




1 de agosto de 2024

Oficina de Voz e Movimento com Ana Cecilia Reis


Abriram as inscrições!

Para quem perguntou, sentiu saudades, para quem nunca fez, para quem quer experimentar algo novo no teatro, para cantoras que querem melhorar o desempenho no palco... Vem!
Em mais uma parceria com a @escolatecnicadeteatroitb, apresentamos a Oficina de Voz-Movimento, voltada para atores, atrizes e estudantes de teatro e traz exercícios que vão integrar mais a expressão vocal com a expressão corporal, mapeando possibilidades, expandindo o vocabulário sonoro do próprio corpo, e conectando-os aos movimentos na cena, de modo a apresentar um corpo mais orgânico e uma atuação mais presente, colorindo o texto de intencionalidades, de forma consciente.
Inscrições: bit.ly/vozemovimento

Corre que acaba rápido e as vagas são limitadas!

Resultado no dia 08 de agosto!

18 de junho de 2024

Inspirações...





A dança de Merce Cunningham também é inspiradora. Com o passar dos anos, a fidelidade de Merce Cunningham ao princípio do trabalho nunca vacilou. A sua técnica de dança, por si, não é algo fixo. Trata-se de uma série contínua de descobertas daquilo que o corpo humano é capaz de fazer, quando se move no espaço e através dele. Algumas vezes ele se mostra como alguém que tem um apetite insaciável para a dança; outras vezes, parece ser o escravo da dança.


John Cage, no texto O futuro da música, 1974.

12 de junho de 2024

Estreia: Ausência



Lançaremos, nesta sexta-feira, dia 14 de junho, às 19h em nosso canal do Youtube, o curta-metragem Ausência

Sinopse: Uma mulher vive em seu apartamento por meio de conexões virtuais. Ela dedica os dias ao seu canal do YouTube, ao trabalho como editora de vídeo e debater as principais questões mundiais, sem sair das telas. Mas algo estranho interrompe bruscamente o seu cotidiano, alterando o que poderia ser um videogame de fases repetidas.
Escrito e dirigido por Raphael Janeiro
Com: Ana Cecilia Reis, Henrique Très e Raphael Janeiro
Dir. de Fotografia: Henrique Très e Monaliza de Souza
Edição: Henrique Très
O projeto foi contemplado no Edital de Produções Audiovisuais Pessoas Físicas (Chamada Pública 03/2023), realizado pela Prefeitura de Petrópolis, por meio do Instituto Municipal de Cultura, com recursos do Governo Federal através da Lei Complementar nº 195/2022 - Lei Paulo Gustavo.

17 de março de 2024

Estudos...



autorretrato de Artaud de 1947


Todo verdadeiro sentimento é na verdade intraduzível. Expressá-lo é traí-lo. Mas traduzi-lo é dissimulá-lo. A expressão verdadeira esconde o que ela manifesta. (...) Todo sentimento forte provoca em nós a ideia do vazio. E a linguagem clara que impede esse vazio impede também que a poesia apareça no pensamento. É por isso que uma imagem, uma alegoria, uma figura que mascare o que gostaria de revelar têm mais significação para o espírito do que as clarezas proporcionadas pelas análises da palavra. Assim, a verdadeira beleza nunca nos impressiona diretamente. E um pôr-do-sol é belo por tudo aquilo que nos faz perder.

Antonin Artaud em O Teatro e seu Duplo.