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6 de dezembro de 2020

Inspirações: Meierhold

 

“Ensaiando. Quem, mais leve e mais jovem do que o mais jovem, improvisa uma dança em cena, quem voa sobre o praticável dando mostras de um ímpeto de adolescente? Meierhold em seus 60 anos. [...] Quem chora em cena, representando o papel de uma jovem de 16 anos que foi maculada? E os alunos, prendendo a respiração, olham a cena, sem ver seus cabelos brancos nem o nariz pronunciado: eles veem diante de si uma moça de gestos juvenis e femininos, ouvem as entonações tão cristalinas, tão inesperadas que as lágrimas que afloram aos olhos de cada um se misturam à alegria de um entusiasmo sem limites diante desses ápices geniais da arte do ator [...] Quem nunca viu Meierhold ensaiando ignora o que há de mais precioso nele.”

Igor Ilinski, retirado do livro A cena em ensaios de Béatrice Picon-Vallin

 

24 de novembro de 2020

Antígona Cartunizada

Fomos apoiadoras do trabalho do artista Pedro Naine e recebemos a versão de uma foto do espetáculo "A Arte de Enterrar seus Mortos" cartunizada. Essa é a cena do julgamento de Antígona, e os traços foram inspirados na obra de Yoshitaka Amano.

Também quer ser cartunizada (o)? Entra lá na página dele pra conhecer mais o trabalho e na plataforma do apoia.se/pedronaine
Adoramos!




23 de novembro de 2020

Em processo: Através do espelho: caminhos para uma atuação autoral

Estamos preparando um material inédito, com reflexões sobre possíveis caminhos para uma liberdade e consciência de atuação! 

Em breve teremos novidades! 








19 de novembro de 2020

Difíceis existências: Florbela Espanca na FLIPE



Esse sábado, 21 de novembro, às 11h, estaremos conversando sobre a poeta Florbela Espanca, sobre literatura, poesia, feminismo, teatro, existências periféricas e trajetórias independentes no Festival Literário da Periferia de Pernambuco.

Uma oportunidade muito bacana de celebrar a existência da poeta portuguesa que deixou o mundo por vontade própria aos 36 anos de idade, mas que se tornou imortal com seus escritos. 

Até lá! 




1 de novembro de 2020

Diário do último ato vencedor do Prêmio Maestro Guerra Peixe 2020

 É com muita honra e alegria que recebemos o Prêmio Maestro-Guerra Peixe de Cultura 2020!

Quando a Cia Plúmbea foi fundada, em 2013, seu principal interesse era o trabalho continuado, apresentar peças que partissem de uma pesquisa e que possuíssem uma identidade, sem perder de vista a comunicação com o público, partindo de temas, imagens, dramaturgias e personagens que merecessem um tempo em comum compartilhado.
Que felicidade receber esse reconhecimento da cidade com um trabalho que fala de uma mulher tão gigante e transbordante como Florbela Espanca.
Em tempos de isolamento, a iniciativa de seguir com a premiação de forma online foi um momento de união, de afeto, e toda a transmissão foi encaminhada com muito carinho, capricho e sensibilidade! Obrigada à toda a organização por isso!
Agradecimentos ao Centro Nacional de Cultura de Portugal, que tornou essa produção possível, à Casa de Cultura Claudio de Souza, por abraçar a nossa estreia, à Mostra de Teatro de Petrópolis, que nos convidou para fazer parte da programação, e assim possibilitou o acesso ao trabalho de mais integrantes da comissão julgadora, e à todos e todas que nos incentivam diariamente, nossos familiares, a tantos e tantas artistas que trocam referências conosco, que acreditam no trabalho coletivo, que passam “perrengue” sem esmaecer, que emprestam material e mão de obra, que correm atrás de seus sonhos, de mãos dadas, segurando entre os dentes a primavera!
Diário do último ato é um espetáculo feito por Ana Cecilia Reis, Ronaldo Ventura e Patricia Almeida, cada qual com sua especialidade, sem essa união, ele não seria o que é.
Nosso profundo agradecimento, parabéns à todos os trabalhos indicados e que a arte e a cultura petropolitana possam se fortalecer cada dia mais!






7 de setembro de 2020

Inspirações: Grotowski fala sobre o Teatro Laboratório

 "O que é para mim o Teatro Laboratório? 

Em princípio era um teatro. Depois era um laboratório. Agora é um lugar em que tenho a esperança de ser fiel a mim mesmo. É um lugar em que espero que cada um dos meus companheiros possa ser fiel a si mesmo. É um lugar em que o ato, os testemunhos dados pelo ser humano serão concretos e corpóreos. Onde não se pesquisa alguma ginástica artística, alguma surpresa acrobática, nem o training. Onde ninguém quer dominar o gesto para exprimir algo. Onde se quer ser descoberto, desvelado, nu; sincero com o corpo e com o sangue, com a inteira natureza do homem, com tudo aquilo que podem chamar como quiserem: intelecto, alma, psique, memória e coisas semelhantes. Mas sempre trangivelmente, por isso digo: de maneira corpórea, porque tangível. É o encontro, ir ao encontro, ser desarmado, não ter medo um do outro, em nada. Eis o que eu gostaria que fosse o Teatro Laboratório. E não é essencial que se chame de Laboratório, não é essencial se em geral for chamado de teatro. Um tal lugar é necessário. Se o teatro não existisse, encontraríamos um outro pretexto".

Jerzy Grotowski




31 de agosto de 2020

Teatro e Artes Visuais

As artes visuais podem servir de inspirações plásticas para criações cênicas. Elas podem estimular a criação de imagens e histórias, estados emocionais, movimentos, ritmos, etc.

Já tentou representar a sensação do amarelo em um quadro de Van Gogh?
Ou o sentimento azulado de um quadro de Hopper?
Já olhou para um quadro ou escultura e não conseguiu tirar os olhos? O que será que nos prende? Já tentou mimetizar corpos não realistas?
É possível começar a expandir o olhar e enxergar dramaturgia para muito além do texto escrito!



























Fotos: Cena de "Terrabatida: Reminiscência de Canudos" - inspirada na xilogravura de Adir Botelho e cena de "Diário do último ato" inspirada nas sensações de "Rooms by the Sea" de Edward Hopper.