Pesquise o conteúdo deste blog!

31 de dezembro de 2019

Feliz 2020!

O desejo da Cia Plúmbea para 2020 é que cada um (a), independente de seu papel no mundo, não desista de colaborar para ancorar a consciência amorosa coletiva.
Feliz ano novo, com muita arte, encontros, realizações!
Amamos vocês!


13 de dezembro de 2019

Diário do último ato - 2020

O ano ainda não acabou, mas estamos passando por aqui para avisar que no comecinho de 2020 já estaremos em cartaz!

Nos dias 25 e 26 de janeiro e 08 e 09 de fevereiro às 16h, convidamos a todas e todos para vivenciar os últimos momentos de Florbela Espanca neste local de tirar o fôlego.

Diário do Último Ato no Parque das Ruínas.







13 de novembro de 2019

Florbela Face a Face (por Ana Cecilia Reis)

No dia 07 de novembro realizei mais uma apresentação do espetáculo “Diário do último ato”, dessa vez a convite do FACE A FACE - Plataforma Lusófona de Artes Performativas . A apresentação teve como cenário o lindíssimo Real Gabinete Português de Leitura. Como atriz, foi emocionante dar vida às palavras de Florbela Espanca nesse lugar cheio de histórias e estórias, e como disse meu amigo Paulo Barbeto: também cheio de mortos, assim como Florbela gostaria de estar próxima dos seus (a poeta perdeu seu irmão, sua mãe e teve dois abortos espontâneos).
A necessidade de resgatar a memória e lucidez do nosso país é (sempre foi?) gigante, e é necessário nos aproximarmos de nossa ancestralidade, nossas raízes, ter consciência das opressões vividas, “da história que a História não conta”, seja através das narrativas orais e visuais que o teatro nos proporciona, seja através dos livros já publicados, seja através das imagens que se perpetuam nas telas grandes do cinema ou nas pequenas e portáteis que carregamos em nossos bolsos.
Dar voz às cartas e poemas de Florbela Espanca, resgatá-la como mulher, artista, poeta, fazer com que as pessoas a conheçam, ou a conheçam mais profundamente, já é um prazer nos palcos. Mas me desafiar a ponto de apresentá-la despida de truques cênicos, olhando constantemente nos olhos das testemunhas de seus últimos momentos, e dialogando com as reações de forma crua e honesta, foi um presente que eu agradeço à Mariana Pimentel e Priscila Maia.

Para que o texto não se prolongue mais, me proponho a escrever posteriormente um pouco sobre os pensamentos técnicos de atuação que foram aprendidos durante essa apresentação e como me engrandeceu como atriz. Mas por hora, apenas gostaria de enfatizar a necessidade dos artistas atuais saírem de suas zonas de conforto, insistirem em seu fazer, buscarem redes de afeto, estarem atentos, fortes e disponíveis para ocuparem novos espaços, mesmo quando não parecer possível. As condições nunca foram (serão?) as ideais, e enfrentaremos desafios cada vez maiores em termos de estrutura, orçamento, espaço. Mas se não nós, quem? Se não agora, quando? Estamos vivas, e viver é essa balança constante de luta e celebração.

Sigamos.



16 de outubro de 2019

"Trabalhemos. Experimentemos. Sigamos em frente. Tratemos de manter até o último dia o nosso espírito claro, a nossa sensibilidade viva, o nosso coração puro e inabalável".
Jacques Copeau

2 de outubro de 2019

Mostra de Teatro de Petrópolis 2019


Gostaríamos de agradecer ao convite da Mostra de Teatro de Petrópolis para apresentarmos o espetáculo “Diário do último ato”, estamos honrados de fazer parte deste evento tão especial para a cidade. Agradecemos o carinho e o cuidado de toda a comissão organizadora e dos técnicos do espaço, à linda troca com o público, aos comentários carinhosos. Eventos como esse ampliam nossa vontade de continuar trilhando o caminho da arte! Vida longa à Mostra! Viva Florbela Espanca! 

Compartilhamos algumas fotos de Guido Artes (Márcio Guido)!

Até a próxima!









10 de setembro de 2019

"Diário do Último Ato" na Mostra de Petrópolis

É com muita alegria que informamos que estamos de volta com o espetáculo Diário do Último Ato à convite da comissão organizadora da Mostra de Petrópolis.

Única apresentação!


17 de agosto de 2019

Diário de construção de um ato (por Ana Cecilia Reis)

Ao me deparar com imagens de mulheres ao longo da história, sempre dedico alguns minutos para contemplar seus olhares. Diferente das nossas “selfies” cotidianas, os retratos antigos são momentos raros e preparados para um registro histórico. Ainda que essas mulheres possam estar distantes de como se pareceriam no dia a dia, existe algo em seus olhares que grita e extrapola a convenção formal da fotografia, e enchem a imagem de personalidade, fazendo com que a gente não consiga se desviar do magnetismo e imaginar conhecer profundamente a alma daquela que está diante de nós apenas como simulacro.
Quando fiz o ensaio fotográfico do espetáculo “Diário do último ato”, mais do que tentar mimetizar o olhar de Florbela, quis sentir aquela melancolia e profundo vazio. Diferente de um olhar (apenas) niilista, existia também uma fúria e paixão em estar viva, em querer transbordar tudo, mesclado a uma profunda insatisfação de não ser compreendida, e consequentemente, a solidão de quem se sente inadequada à própria existência. Posso dizer que a conheço através dos seus textos, mas talvez tivesse sentido isso ao olhar somente para a sua imagem.
Esse trabalho se diferencia de outros que fiz porque transpor a pessoa de Florbela para o palco não passou unicamente por exercícios técnicos, trabalho de texto, voz, corpo e respiração. Transpor Florbela para o palco foi um exercício de autoconhecimento, foi olhar para minhas próprias desilusões, vazios e ímpetos, contemplar seu olhar e pensar: eu sei como você se sente, e eu compartilho dessa dor com você. E eu, que me julgo tão racional, me vi muitas vezes chorando apenas ao ler o texto, ou a fazer um ensaio frio para entender o espaço, porque sempre que as palavras de Florbela se encontravam com minha voz, era como se ela estivesse falando para todas aquelas pessoas que se sentem sufocadas pela normalidade dos dias que atravessam “sem novos gestos nem palavras novas