(...) é preciso que, em seu trabalho dramático, os alunos tenham ideias e opiniões, mas, se não estiverem ancoradas no real, essas ideias serão inúteis. O mesmo fenômeno existe na pintura: Corot, Cézanne ou Soutine puderam pintar todo o tipo de árvores, transfigurá-las, captar uma faceta, trabalhar uma certa luminosidade, mas se não existisse “a Árvore” naquilo que pintaram, nada teria acontecido! Voltamos sempre à observação das coisas, ao mais próximo possível da natureza e da realidade humana. Acredito muito nas permanências, naquilo que é a “Árvore de todas as árvores”, a “Máscara de todas as máscaras”, o “Equilíbrio de todos os equilíbrios”. Talvez essa tendência pessoal constitua um obstáculo, mas é um obstáculo necessário. A partir de uma referência reconhecida, que tende à neutralidade, os alunos encontram sua própria posição. Logicamente, essa neutralidade absoluta e universal não existe, é apenas uma tentação. É por isso que o erro é interessante. O absoluto não pode viver sem o erro. A diferença entre o polo geográfico e o polo magnético do globo me interessa muito. O norte não está exatamente no norte! Há um ângulo e, felizmente, esse ângulo existe. O erro não somente é aceito, mas é necessário para que a vida continue, exceto se for muito grave. Um erro grave é catastrófico, mas um pequeno erro é essencial para se viver melhor. Se não houver erro, cessa o movimento. É a morte!
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17 de agosto de 2015
10 de agosto de 2015
Parcerias: Will Lopes
O projeto "Terrabatida: Reminiscência de Canudos" a cada dia ganha mais corpo (s). Tanto em termos de materialização das ideias quanto de colaboradores queridos!
Hoje apresentamos Will Lopes, que será nossa voz provocativa em uma música sobre Antônio Conselheiro.
Seja bem-vindo! Vida longa à esta parceria!
=)
3 de agosto de 2015
Estudos...
Gertrude Stein em Peças. [1]
[1] Tradução de Inês Cardoso: texto completo disponível em: http://www.revistaensaia.com/# !pecas/cxv3
27 de julho de 2015
20 de julho de 2015
...
"(...) antes de buscar uma reflexão sobre o outro, é preciso buscar reflexão do outro e, então, experimentar-mo-nos outros, sabendo que tais posições - eu e outro, sujeito e objeto, humano e não humano - são instáveis, precárias e podem ser intercambiadas.
(...)
Se todos os seres podem ser sujeitos, podem ocupar a posição de sujeito, já não é mais possível estabelecer um só mundo objetivo. Em vez de diferentes pontos de vista sobre o mesmo mundo, diferentes mundos para o mesmo ponto de vista."
Eduardo Viveiros de Castro, em entrevista (série Encontros, organizado por Renato Sztutman).
(...)
Se todos os seres podem ser sujeitos, podem ocupar a posição de sujeito, já não é mais possível estabelecer um só mundo objetivo. Em vez de diferentes pontos de vista sobre o mesmo mundo, diferentes mundos para o mesmo ponto de vista."
Eduardo Viveiros de Castro, em entrevista (série Encontros, organizado por Renato Sztutman).
13 de julho de 2015
6 de julho de 2015
Inspirações...
Trinta raios convergem para o meio de uma roda
Mas é o buraco em que vai entrar o eixo que a torna útil.
Molda-se o barro para fazer um vaso;
É o espaço dentro dele que o torna útil.
Fazem-se portas e janelas para um quarto;
São os buracos que o tornam útil.
Por isso, a vantagem do que está lá
Assenta exclusivamente
na utilidade do que lá não está.
Tao Te Ching (道德經), Cap. 11
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